Campanha #VacinaMaré busca aplicar segunda dose na população adulta do complexo de favelas A nova etapa da Campanha #VacinaMaré segue até sábado (16) com o objetivo de completar a vacinação de todos os adultos do complexo de favelas, que tem mais de 100 mil habitantes e é localizado na zona norte do Rio de Janeiro. O projeto reúne a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a organização não governamental (ONG) Redes da Maré e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

Além de aplicar a segunda dose na população adulta, a campanha buscará imunizar os adolescentes com 12 anos ou mais que ainda não receberam a primeira dose de vacinas contra a covid-19. A primeira etapa do #VacinaMaré imunizou 37 mil pessoas, acima dos 34 mil que eram esperados inicialmente. Na etapa atual, a meta é completar a imunização dos mesmos 37 mil e de mais 4 mil moradores que estão com a segunda dose atrasada.

A orientação dos organizadores da campanha é que a população da Maré compareçam às clínicas da família e associações de moradores que formarão a rede de pontos de vacinação das 8h às 17h. Todos os adultos que tenham tomado a primeira dose há pelo menos oito semanas estarão aptos a receber a segunda dose, independentemente da data marcada para isso na caderneta de vacinação.

Segundo a Fiocruz, como resultado da vacinação em massa já realizada anteriormente com a primeira dose, a Maré tem 96% da população adulta com ao menos uma dose. Os dados das comunidades do complexo são acompanhados pela fundação, que lidera dois estudos no território. De acordo com a Fiocruz, a Maré apresenta letalidade inferior à média do município do Rio.

Os pesquisadores acompanham os efeitos da vacina em 2 mil famílias da Maré, o que representa um universo de 8 mil pessoas. Durante a vacinação, novos voluntários poderão se candidatar a participar do monitoramento.

Segundo a Fiocruz, estão em curso dois estudos simultâneos: um que medirá a efetividade da vacina AstraZeneca e outro que vai monitorar a circulação de variantes da covid-19 entre os moradores, a ocorrência de casos entre pessoas vacinadas, possíveis efeitos adversos da vacina e o nível de proteção de crianças e adolescentes não vacinados.


Foto: Reprodução / Twitter Prefeitura RJ