Eduardo Bolsonaro sugere que fabricante de absorvente financia defensora de PL vetado por presidente Na última semana, a mais nova polêmica em que partidos de esquerda incluíram o nome do presidente Jair Bolsonaro foi sobre o veto ao Projeto de Lei que pedia a distribuição gratuita de absorventes para estudantes de baixa renda de escolas públicas, além de mulheres em situação de rua ou de vulnerabilidade extrema.

O mandatário justificou seu veto, mas as críticas continuam. No entanto, neste domingo (10), uma denúncia grave, feita pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro nas redes sociais, sugere o real interesse de esquerdistas pelo financiamento do produto usado mensalmente por mulheres em idade reprodutiva.

O parlamentar compartilhou o print de uma imagem onde se lê: “Tabata Amaral, criadora do PL dos absorventes teve sua campanha financiada pelo empresário Jorge Paulo Lemann que por coincidência pertence à empresa P&G, que fabrica absorventes”

Eduardo comentou o print e ironizou o pedido de Tabata que usou a #LivreParaMenstruar

“Ahn tá! Agora mulheres só menstruam se o Bolsonaro deixar... entendi... Sabe-se que uma compra de produtos como este passaria por licitação e seria selecionado o mais barato (e em tese de pior qualidade). Assim, é muito mais benéfico aos mais humildes receber esse dinheiro em forma de benefício assistencial que, além de evitar desvios no meio desta compra de absorventes, deixaria o próprio beneficiário escolher qual usar e ditar suas prioridades de compra. No mais, a deputada agindo desta maneira quase infantil mais parece querer atender ao lobby de seu mentor-patrocinador, Jorge Paulo Lemann, do que realmente conseguir um benefício ao público”.

A ministra  Damares Alves, do Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, foi outra que defendeu o veto de Bolsonaro.

“Hoje a gente tem que decidir: a prioridade é a vacina ou é o absorvente?”, questionou a ministra. A declaração foi dada na sexta-feira (08) a jornalistas durante evento em Francisco Beltrão, no Paraná.

Damares ainda citou os outros governos, avaliando que as pessoas transformaram Bolsonaro em “carrasco”, sendo que outros presidentes nunca se preocuparam com o tema.

Justificativa ao veto
O presidente Jair Bolsonaro afirmou na quinta-feira (07), que foi obrigado a vetar o projeto de lei em função de um possível crime de responsabilidade. Na justificativa para o veto, Bolsonaro argumentou, entre outros motivos, que o texto aprovado não previa fonte de custeio para as medidas.

“Quando qualquer projeto cria despesa, o parlamentar sabe que tem que apresentar a fonte de custeio. Quando não apresenta, se eu sanciono, eu estou em curso no artigo 85 na Constituição, é crime de responsabilidade. Agora isso é feito propositalmente para desgastar. Cria uma onda terrível no Brasil”, justificou.