Entenda a polêmica do

O Projeto de Lei da Câmara Federal (PLC) de autoria do deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), que cria o Estatuto da Família do Século XXI e tem como relator, o deputado Túlio Gadelha (PDT-PE), causou tanta polêmina que acabou sendo retirado da pauta pelo próprio relator. O chamado Projeto de Lei do Poli-amor foi acusado pela deputada Carla Zambeli (PSL-SP) de propor “um novo formato de família” que abrange “em última análise, até incesto”. 



“Chega à pedofilia? Quem sabe! Pode tudo, certo?”, postou a parlamentar no Twitter. Em outra postagem, a parlamentar provocou diretamente Túlio Gadelha e a namorada - a apresentadora da TV Globo Fátima Bernardes. "Família tradicional com a Fátima Bernardes pra mim, e p... pra vocês. Desculpem o palavrão. Estou no limite já", disparou.



Em reação, Orlando Silva e Túlio Gadelha desmentiram a parlamentar e explicaram o teor do projeto. Segundo o pedetista, em suas redes sociais, o projeto reconhece as famílias formadas não só por critérios de consanguinidade, descendência genética ou união entre pessoas de diferentes sexos, mas as conformadas por aspectos socioafetivos. Contudo, isso não inclui práticas já proibidas por lei como poli-amor ou casamento entre pais e filhos, como Carla entendeu.



No entanto, ao retirar o projeto de pauta, Gadelha reconheceu que o texto do PL foi mal redigido. 



Como se não bastasse a polêmica virtual, o debate chegou ao legislativo pernambucano. Na Câmara do Recife, a vereadora Michele Collins (PP) criticou o projeto.



“A gravidade desse estatuto é o reconhecimento de que a família compõe todas as formas, independente de ser consanguíneo. Está regulamentado os casamentos poligâmicos, bem como a concretização do incesto. O projeto propõe que os pais podem casar com as filhas.” 



Gadelha considerou que a redação do texto precisa de “aprimoramento”, por meio da elaboração de substitutivo, já que sofre com “interpretações distorcidas”, segundo nota.



“O processo legislativo, porém, existe justamente para que os textos propostos passem pelo crivo do contraditório e sejam amadurecidos”, continua.