Bolsonaro critica passaporte da vacina e pede liberdade de culto

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu, nesta quinta-feira (30), que é preciso respeitar o direito à liberdade de culto e voltou a criticar o passaporte da vacina da Covid-19 estabelecido em algumas cidades brasileiras para acesso a locais de uso coletivo. A fala foi dada durante cerimônia realizada em Belo Horizonte para anunciar obras no metrô da capital mineira e o desenvolvimento de um Centro Nacional de Vacinas.

Sem citar nomes, o presidente defendeu que é preciso "lutar" para garantir os direitos do artigo 5º da Constituição Federal, que fala sobre a liberdade.

No início desta semana, o governo de Pernambuco emitiu um decreto que exige apresentação de testes negativos de Covid-19 ou comprovantes da vacinação completa para a presença de fiéis em cerimônias religiosas com mais de 300 pessoas.

Já no Rio de Janeiro, a exigência de vacinação para garantir acesso a determinados locais virou assunto de Justiça. Na quarta-feira (29), o desembargador Paulo Rangel, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), derrubou o decreto da prefeitura impunha as limitações. Mas o STF determinou a volta do passaporte da vacina no município

No Espírito Santo, o secretário Estadual de educação, Vitor de Ângelo, disse que o governo vai avaliar exigir o documento que comprova a imunização no ato da matricula escolar, caso todos os estudantes sejam incluídos na lista de vacinação.