Lava de vulcão chega ao oceano e pode provocar gás tóxico A lava vermelha e incandescente do Vulcão Cumbre Vieja – que entrou em erupção há dez dias e deixou um rastro de destruição nas ilhas canárias, na Espanha – tocou ontem (28) o mar do Atlântico. Especialistas alertam que o rápido resfriamento da lava ao entrar em contato com a água do oceano é preocupante, porque isso pode liberar gases tóxicos. Não há, até o momento, registro de mortos ou feridos em decorrência da atividade vulcânica. Mas a defesa civil local informa que mais de 6 mil pessoas precisaram deixar suas casas. Mais de 600 construções foram atingidas, além de cerca de 20 quilômetros de ruas e estradas.

Autoridades explicaram sobre possíveis explosões e nuvens de gás tóxico quando a lava chegasse ao mar. 

"Quando a lava chega ao mar, o lockdown deve ser rigidamente respeitado", disse ontem Miguel Angel Morcuente, diretor do Plano de Emergências Vulcânicas das Canárias (Pevolca).

A lava está fluindo no lado ocidental do vulcão, em direção ao mar, desde o dia 19 de setembro, destruindo quase 600 casas e plantações de banana em La Palma, que é vizinha de Tenerife, no arquipélago das Ilhas Canárias, na costa do norte da África. 

Milhares de pessoas foram retiradas, e três vilas litorâneas estavam em lockdown na segunda-feira, esperando a chegada da lava ao oceano. 
A Espanha classificou La Palma como zona de desastre, uma medida que irá repassar apoio financeiro para a ilha. 

O governo anunciou um primeiro pacote de 10,5 milhões de euros, que inclui cerca de 5 milhões para a compra de casas e o restante para aquisição de móveis e bens domésticos essenciais, afirmou uma porta-voz. 

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