Primavera começa nesta quarta e será marcada pelo fenômeno La Niña A mudança de estação é um fenômeno astronômico, que acontece por causa dos movimentos da Terra. Neste ano, a primavera começa nesta quarta-feira (22), às 16h21m. Mas por que as estações têm dia e hora certa para começar e acabar?


É tudo uma questão de movimentos da Terra

Na astronomia as estações do ano são definidas a partir de posições específicas que a Terra alcança em seu movimento ao redor do Sol. A data de início da primavera acontece quando temos a mesma quantidade de luz do sol nos dois hemisférios, Sul e Norte, o dia e a noite têm a mesma duração e isso é chamado de equinócio. Também temos outros dois pontos muito importantes conhecidos por solstícios. Isso acontece duas vezes no ano, no início da primavera e no início do outono. Já quando o dia é o mais longo do ano (e a noite mais curta) é a data que marca o início do verão. No caso contrário (noite mais longa e dia mais curto) temos o início do inverno.


Mas e o horário?

O horário está relacionado com o tempo que a Terra leva para completar uma volta em torno do Sol. Diferente do que imaginamos, o percurso total leva um pouco mais 365 dias. São cerca de 365 dias, 5 horas e 45 minutos e é por causa dessa diferença que as estações do ano também sofrem alterações de um ano para o outro. Os astrônomos conseguem definir, através de cálculos matemáticos, o horário exato de todas as próximas viradas de estações.


Primavera


Para a maioria das áreas do Brasil, a primavera significa a estação do retorno da chuva regular. Apenas no Nordeste, a estação e sinônimo de tempo seco e de muito calor. 



A primavera também é uma época de menos chuva, e até poderíamos dizer do período de seca, do norte da Região Norte do Brasil , em áreas como Roraima, o Amapá, o norte do Pará e do Amazonas.


Mas a primavera de 2021 será com o desenvolvimento de um evento na La Niña, o que vai proporcionar um aumento da chuva sobre a Região Norte. O excesso de precipitação no último período úmido sobre o Norte do Brasil resultou no novo recorde histórico do nível do rio Negro, em Manaus.



Depois de ter predominado no verão 2020/2021, o fenômeno La Niña retorna nesta primavera desta vez na sua forma Modoki. Os principais centros de monitoramento do Clima global apontam que este evento La Niña estará completamente configurado na virada de setembro para outubro. 


Um aspecto especial do La Niña Modoki é estimular mais chuva durante a primavera do que no verão. 



O La Niña deve influenciar toda a primavera e o verão, porém, o fenômeno deve voltar aos padrões normais (perder a característica Modoki) no fim do verão 2021/2022.  


Temperatura


Na maior parte da estação teremos temperaturas médias mensais dentro e acima da media normal em praticamente todo o país. É possível a ocorrência de nova onda de calor, porém não tão intensa quanto a observada na primavera de 2020, quando várias regiões do país bateram recordes históricos de calor. 



O aumento da chuva em novembro vai fazer com que grande parte do Sudeste e do Centro-Oeste do Brasil fiquem menos quente neste mês. 


Chuva


Desde o início de setembro, as pancadas de chuva retornaram sobre a várias áreas do Sudeste e do Centro-Oeste do país, mas de forma irregular. As precipitações mais frequentes e volumosas durante o mês de setembro devem ser observadas no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre e Amazonas.



Outubro e também novembro devem ser dois meses com o aumento da frequência e do volume de chuva sobre o Sudeste, Centro-Oeste e principalmente o sobre o Norte do Brasil.  



Apesar da tendência de volume chuva acima da média normal em áreas importantes para o abastecimento dos reservatórios para geração de energia, o volume de chuva ainda estará muito abaixo do necessário para regularizar a situação.