Inverno se despede com chuva e vento forte no Rio e em São Paulo

Nesta terça-feira (21), uma nova frente fria associada a um ciclone extratropical, avança na altura do Sudeste do país, aumentando a nebulosidade e as condições para chuva no Rio de Janeiro e em São Paulo. O Instituto Climatempo alerta para a ocorrência de ventania nos dois estados. As rajadas de vento serão intensas hoje.

Rio de Janeiro

A terça-feira no Rio foi marcada por bastante sol sobre boa parte do estado até o início da tarde, a sensação de calor teve máximas em torno dos 35ºC na capital. A chuva se concentra em forma de pancadas isoladas, com até forte intensidade agora à tarde em áreas do centro e sul do Rio De Janeiro. O tempo segue com predomínio de sol na faixa norte do estado, sem condições para chuva.

São previstas rajadas de vento entre 55 e 70 km/h ao longo do dia!

Na quarta-feira (22), o céu fica mais encoberto, as temperaturas diminuem e a chuva se espalha por mais áreas do estado do Rio, podendo vir a qualquer hora do dia. A tendência é que as instabilidades percam força sobre o estado a partir da quinta-feira (23).

São Paulo

Hoje, as nuvens já aumentam no litoral e sul paulista, mas, a chuva só começou a partir da tarde nestas áreas e pode vir com até forte intensidade e com rajadas de vento em torno dos 65 km/h. Na Grande SP, o sol ainda apareceu pela manhã e as temperaturas entram em elevação.

A sensação foi de calor, com máxima de 33ºC na capital paulista.

A nebulosidade já aumentou no leste do estado e a chuva retorna em forma de pancadas isoladas. O tempo segue bastante ensolarado e sem expectativa para chuva na maior parte do interior do estado de São Paulo. A umidade relativa do ar segue baixa por todo o norte e noroeste paulista.

O tempo segue bastante úmido por todo litoral e faixa leste do estado na quarta (22) e na quinta-feira (23). Em relação ao começo da semana, a temperatura vai cair bastante e a sensação será até de um pouco de frio nestas áreas.

Primavera

Para a maioria das áreas do Brasil, a primavera significa a estação do retorno da chuva regular. Apenas no Nordeste, a estação e sinônimo de tempo seco e de muito calor. 

A primavera também é uma época de menos chuva, e até poderíamos dizer do período de seca, do norte da Região Norte do Brasil , em áreas como Roraima, o Amapá, o norte do Pará e do Amazonas.

Mas a primavera de 2021 será com o desenvolvimento de um evento na La Niña, o que vai proporcionar um aumento da chuva sobre a Região Norte. O excesso de precipitação no último período úmido sobre o Norte do Brasil resultou no novo recorde histórico do nível do rio Negro, em Manaus.

Depois de ter predominado no verão 2020/2021, o fenômeno La Niña retorna nesta primavera desta vez na sua forma Modoki. Os principais centros de monitoramento do Clima global apontam que este evento La Niña estará completamente configurado na virada de setembro para outubro. 

Um aspecto especial do La Niña Modoki é estimular mais chuva durante a primavera do que no verão. 

O La Niña deve influenciar toda a primavera e o verão, porém, o fenômeno deve  voltar aos padrões normais (perder a característica Modoki) no fim do verão 2021/2022.  

Confira agora, em linhas gerais o que se espera para primavera de 2021 no Brasil.

Temperatura

No maior parte da estação teremos temperaturas médias mensais dentro e acima da media normal em praticamente todo o país. É possível a ocorrência de nova onda de calor, porém não tão intensa quanto a observada na primavera de 2020, quando várias regiões do país bateram recordes históricos de calor. 

O aumento da chuva em novembro vai fazer com que grande parte do Sudeste e do Centro-Oeste do Brasil fiquem menos quente neste mês. 

Chuva

Desde o início de setembro, as pancadas de chuva retornaram sobre a várias áreas do Sudeste e do Centro-Oeste do país,  mas de forma irregular. As precipitações mais frequentes e volumosas durante o mês de setembro devem ser observadas no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre e Amazonas.

Outubro e também novembro devem ser dois meses com o aumento da frequência e do volume de chuva sobre o Sudeste, Centro-Oeste e principalmente o sobre o Norte do Brasil.  

Apesar da tendência de volume chuva acima da média normal em áreas importantes para o abastecimento dos reservatórios para geração de energia, o volume de chuva ainda estará muito abaixo do necessário para regularizar a situação.

 



 



 



*Com informações do Instituto Climatempo


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