Magali Dançante revela mágoa com Maurício de Souza e sonha em ser cantora gospel


Fantasiada de Magali, Tássia Gomes viralizou em 2010 depois que um vídeo de sua performance ganhou as redes sociais. Nas imagens, ela aparecia agitando o Largo da Carioca, no coração do Rio de Janeiro/RJ, com uma coreografia inigualável de California Dreamin’, faixa original de The Mamas & The Papas, de 1966, em versão remixada pelo Royal Gigolos. A publicação da animadora de eventos somou mais de 700 mil visualizações em 24 horas.

"Esse vídeo deveria ser considerado patrimônio cultural brasileiro. Injeção de alegria!", disse um dos seguidores, nos comentários do clipe, ainda disponível no YouTube, perto dos 2 milhões de visitas. As mensagens mostram que muitos dos amantes do meme não esqueceram dos 15 minutos de fama da Magali Dançante, que rendeu até uma entrevista de Tássia ao Fantástico. 

Sonho frustrado


A popularidade, segundo Tássia, a teria feito receber propostas para um quadro de entrevistas no "Fantástico", para ir ao "Programa da Eliana" e à MTV. Mas, após um pronunciamento do próprio Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica, as coisas começaram a mudar. 

À época, Mauricio de Sousa usou o Twitter para comentar as imagens. "Vi a Magaly (com y, como aparece no YouTube) dançando no Largo da Carioca. Vi ali uma jovem empreendedora e talentosa, passando uma mensagem alegre, curiosa, em momentos de dança caricata. Mas vi, também, os traços de um personagem meu sendo utilizado indevidamente numa propaganda de rua", disse. 

O cartunista, dono da marca Turma da Mônica e todos os seus personagens, foi além: "E vi um desrespeito aos profissionais que trabalham na nossa divisão de teatro, bailarinos que são preparados durante meses e orientados durante anos para que se comportem como os personagens dos sonhos das crianças”.

Tassia diz que houve conversas com a empresa e diz que aguardou um chamado para trabalhar com a Mauricio de Sousa Produções, mas admite que a posição da empresa com seu trabalho a entristeceu.

Segundo ela, o fato foi determinante para tirar da mesa qualquer projeto na TV. 

Em busca de espaço

Dez anos depois do sucesso repentino, porém, ela ainda segue buscando uma vida melhor. Naquela ocasião, com 25 anos, o trabalho como personagem na frente de lojas de colchões, móveis e até de cartuchos de impressora rendiam R$ 80 diários por uma jornada de cinco horas, dançando sem parar. Dos estabelecimentos comerciais, partia para festas infantis, a fim de complementar a renda.

Hoje, com diversas negativas de empresas e sem ter como investir na carreira, Tássia entrou em depressão e chegou a pesar 35 quilos. O trabalho como Magali também não era fácil: o calor da fantasia e a má alimentação a deixavam constantemente doente. Diante do cenário, ela precisou optar por outros caminhos.

A recuperação começou a tomar forma quando ela passou a frequentar cultos e a cantar hinos, investindo na carreira de cantora, que sempre foi seu sonho. Quando entrou de fato para o ramo musical, chegou a ser procurada por um empresário mais dedicado ao funk. O projeto também não deu certo. 

De volta ao gospel, Tássia já compôs mais de 40 hinos e busca uma gravadora para poder apostar, de fato, na carreira musical.

“A depressão foi me pegando, mas estou confiante que vai dar certo. Quero muito que uma gravadora apareça”, disse ao Jornal Zero Hora.

Atualmente Tássia mora em Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Tássia estuda Psicologia, é casada e tem uma filha de quatro anos, Maria Vitória. 


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