[Vídeo] Mãe afirma que filho morreu por causa da vacina contra Covid-19 e caso é investigado A família do advogado Bruno Oscar Graf, morto no dia 26 de agosto, em Blumenau, suspeita que tenha sofrido uma reação à vacina contra a Covid-19, administrada 12 dias antes do óbito.

O caso está sob investigação, mas segundo o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, a covid causa mais risco de trombose do que a vacina.

Bruno tinha 28 anos e tomou a primeira dose do imunizante da Astrazeneca no dia 14 de agosto. No dia 23 de agosto ele foi internado no Hospital Santa Catarina, com febre e fortes dores de cabeça.

Na certidão de óbito consta que o jovem sofreu uma Trombocitopenia Trombótica Imune e um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Enquanto esteve internado, Bruno passou por exames para verificar o motivo das dores na cabeça e febre. Segundo o prontuário médico divulgado pela família, havia suspeita de que o advogado pudesse estar com Covid-19 e também com Dengue.

Arlene Ferrari, mãe de Bruno, alega imprudência e negligência da equipe médica do hospital. Segundo ela, os médicos demoraram para realizar uma tomografia.

À imprensa catarinense, Arlene afirmou que questionou um dos médicos sobre a situação do filho, e ele teria afirmado através de gesto que foi a vacina. “Meu marido perguntou para um deles ‘qual foi a causa?’ e nos responderam ‘Nós já falamos com vocês’. Então perguntamos ‘Foi a vacina?’ aí ele fez que sim com a cabeça. Cada médico dizia não querendo dizer (que a causa foi a vacina)”, contou.

Arlene explica que a família aguarda o resultado de um exame que pode comprovar que a morte do filho foi por complicações da vacina.

Prefeitura não confirma causa
Por meio de nota, a Secretaria de Saúde de Blumenau informou que está acompanhando toda a situação, mas que é “precoce afirmar que há relação direta entre a causa da morte e a aplicação da vacina”. Confira a nota na íntegra:
A Prefeitura de Blumenau, por meio da Secretaria de Promoção da Saúde (Semus), lamenta o falecimento de um homem, de 28 anos, no último dia 26 de agosto. O Serviço de Vigilância Epidemiológica do município foi comunicado e está investigando juntamente com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (DIVE) as causas da morte. É precoce afirmar que há relação direta entre a causa da morte e a aplicação da vacina contra o coronavírus, cuja 1ª dose foi aplicada em 14 de agosto. O poder público reforça seu compromisso com a transparência e lisura no enfrentamento à pandemia de coronavírus, assim como acontece na Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19, do Ministério da Saúde (MS), e prestará os esclarecimentos necessários após a averiguação científica e médica de todos os fatos.

O município ressalta, ainda, que realiza o processo de administração das vacinas conforme determinação do MS e do Governo do Estado. Todas as vacinas aplicadas no país foram aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após inúmeros testes científicos feitos pelos laboratórios responsáveis pela produção de cada marca, antes de ser aplicada na população.

Reações a vacinas devem ser comunicadas

Quando uma pessoa toma um medicamento, como uma vacina, e tem uma reação indesejada, essa consequência é chamada na medicina e pelas autoridades sanitárias de “eventos adversos”. Nesses casos, a orientação é comunicar o episódio à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A notificação precisa ser feita mesmo se não houver suspeita de que o desconforto foi provocado pelo medicamento. De acordo com a Anvisa, a subnotificação pode retardar a identificação de sinais de risco e subestimar a dimensão de um problema.

A comunicação pode ser feita por meio do site da Anvisa, pelo sistema Vigimed e Notivisa. Ali, há possibilidade de relatar problemas em diversos produtos, entre eles medicamentos e vacinas.



As notificações podem ser feitas por médicos e outros profissionais de saúde, além de farmacêuticos e usuários dos medicamentos.

A Anvisa disponibiliza também um número de telefone caso haja dificuldade para enviar a notificação pelo site: 0800 642 9782.

Arlene participou de uma audiência pública da Câmara Municipal de Goiânia para discutir sobre o passaporte da vacina. O vídeo tem sido compartilhado no YouTube, mas vários canais já foram bloqueados sob a acusação de espalhar fake news. O mesmo tem acontecido com o Instagram e o Facebook.