Pastores acusam pastora de cobrar por orações e ela reage A pastora evangélica Renallida Carvalho já acumula mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais ao longo dos 7 anos que passou fazendo vídeos nos quais começa dizendo: "Paz, meu amor. Você tem um minuto? Deixa eu ser boca de Deus, em apenas um minuto para tua vida". No entanto, atualmente, Renallida, que é da pastoral regional da Igreja Pentecostal Tempo de Milagre, da Paraíba, tem sido alvo de outros pastores. O motivo seria um suposto hábito de pedir dinheiro em troca de oração e de cobrar por vagas em cultos.

Na noite de quarta-feira (15), a pastora divulgou uma nota assinada pelos advogados Igor Guimarães Lima e Jaollyson Guedes Resende em que rebate as acusações e alega que “jamais se utilizou da fé e da crença religiosa do indivíduo para enganar outrem e auferir vantagem patrimonial". No texto ela também indica que buscará “responsabilização criminal” do pastor Anderson Silva, que é um dos que criticaram as ações de Renallida Carvalho nas redes sociais.

O pastor rebateu: “Segundo o entendimento de muitos magistrados no país, a pessoa comete estelionato da fé, usa o nome de Deus para campanhas e votos do PIX e quer criar narrativa judicial! Somente um juiz sem bom senso para levar essa mulher a sério”, disse no Instagram.

O caso ganhou mais repercussão após um apresentador de televisão fazer um longo desabafo contra as ações da pastora. “A gente precisa pagar dízimo para os verdadeiros homens que levam a verdadeira Palavra de Cristo, mas não podemos pagar ingresso para “ouvir” a Palavra de Deus!” declarou o apresentador também nas redes sociais.

O pastor recebeu apoio de seguidores. “Acorda povo, sua máscara aos poucos vai cair. Você nunca me enganou. Revela Deus o que está em oculto. A rainha da ostentação”, comentou uma seguidora.

"Gostava muito dos vídeos de 1 minuto dela, mas depois que ela começou a transformar a aparência, que parece mais uma boneca do que uma pessoa, fui vendo q ela estava muito distante do que a Bíblia diz sobre nós", comentou um outro seguidor.

Aglomeração
Um dia após a polêmica, Renallida promoveu a inauguração de uma igreja, em Cabedelo, na Grande João Pessoa, e provocou aglomeração no local. Por desrespeitar os decretos sanitários em vigência, o culto foi encerrado pela Vigilância Sanitária do município e Polícia Militar. 

Depois que a igreja foi fechada, a pastora, que dirigia o culto, convidou os fiéis a irem para a orla do Cabo Branco, em João Pessoa, onde continuou a celebração, mantendo a aglomeração e sem respeitar o distanciamento.