Vitória de atleta trans sobre mulher no MMA reacende polêmica sobre o tema

A vitória da lutadora transgênero de MMA Alana McLaughlin sobre uma mulher, nos EUA, trouxe à tona a discussão sobre a participação de atletas trans no esporte. 

McLaughlin foi designado homem ao nascer, mas fez a transição cirúrgica em 2016.

Ex-membro das Forças Especiais do Exército dos EUA, ela serviu por seis anos e recebeu oito medalhas de serviço de destaque.

E no último final de semana ela venceu a luta de estreia no MMA, depois de praticamente estrangular Celine Provost no segundo round.

McLaughlin se tornou a segunda mulher abertamente transgênero a lutar no MMA depois de Fallon Fox, que não luta desde sua vitória sobre Tamikka Brents, em 2014.

A vitória de Alana não foi bem aceita por muitas pessoas que viram uma luta desleal entre um homem e uma mulher. Geneticistas internacionais explicam que no procedimento para mudança de sexo o homem perde poucos hormônios, portanto, sua vantagem física em relação às mulheres permanecem. Além disso, a mulher trans perde [parte da sua] força com a transição médica, mas não perde altura alguma. Nos esportes, como basquete e vôlei, essa vantagem não será atenuada. A vantagem da força será atenuada, mas a vantagem da altura não vai desaparecer. Já a rapidez e a resistência podem diminuir com a transição.

Preocupada em manter a participação de mulheres nos esportes, a deputada federal Bia Kicis lembrou aos seus eleitores sobre o Projeto de Lei 3396/20, de sua autoria, que está em tramitação na Câmara. A proposta visa estabelecer o sexo biológico como o único critério para definir o gênero de atletas em competições organizadas pelas entidades de administração do desporto no Brasil.

Ao publicar sobre o tema em suas redes sociais, a parlamentar recebeu apoio de muitos seguidores. Um chegou a comparar a vantagem de trans sobre mulheres as motores de carros de Fórmula 1.

“Lembra as corridas de F-1 na época em que admitiam motores turbo competirem com motores aspirados. E se viam 2 blocos de carros com distância considerável entre eles, até a FIA normatizar e uniformizar os motores. Incrível não perceberem a injustiça na equiparação do que é distinto. Esperando que prevaleça o bom senso”, disse.

“Isso é óbvio né!!!! Homem batendo em mulher dá o que? Covardia”, disse outra que se demonstrou indignada com a vitória de Alana no MMA.

A ex-jogadora de vôlei, Ana Paula Henkel, é uma das atletas brasileiras que discordam da participação de transgêneros em ligas femininas.

“Ideologias não podem se sobrepor à biologia humana, a ponto de transformar o politicamente correto em politicamente insano”, disse a jogadora.

Em seu Projeto de Lei, Bia Kicis cita as vantagens físicas de homens geneticamente modificados sobre mulheres.

“Especialistas estimam que, para reverter qualquer aspecto físico masculino no corpo, além da cirurgia de sexo, são necessários pelo menos 15 anos sem testosterona, para começarmos a perceber algumas mudanças ósseas e musculares. Essa situação, por si só, demonstra a temeridade de equiparar, no campo esportivo e sem qualquer tipo de ressalva, mulheres transgêneros às cisgêneros, que são aquelas que se identificam com o sexo biológico com o qual nasceram”, diz um trecho da proposta que pode ser conferida na íntegra AQUI.


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