Bolsonaro discursa para multidões em Brasília e em São Paulo: O presidente Jair Bolsonaro participou hoje (7) de ato a favor do governo, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, pela manhã, e na Av. Paulista, à tarde. Os manifestantes também levavam cartazes em defesa do voto impresso e contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

Em Brasília, Bolsonaro ficou no local por cerca de meia hora e discursou em um carro de som, acompanhado de ministros. Ele reafirmou que as autoridades devem agir dentro dos limites da Constituição e fez referência a decisões do STF, onde é alvo em quatro investigações. “Não podemos continuar aceitando que uma pessoa específica, da região [da Praça] dos Três Poderes, continue barbarizando a nossa população”, disse.

“Ou o chefe desse Poder enquadra o seu ou esse Poder pode sofrer aquilo que nós não queremos. Porque nós valorizamos, reconhecemos e sabemos o valor de cada Poder da República. Nós todos aqui na Praça dos Três Poderes juramos respeitar a nossa Constituição. Quem age fora dela se enquadra ou pede pra sair”, completou.

Bolsonaro disse que amanhã (8) terá reunião com ministros e também com os presidentes da Câmara, Arthur Lira, do Senado, Rodrigo Pacheco, e do STF, Luiz Fux. “Com esta fotografia de vocês [das manifestações de hoje], vou mostrar pra onde nós todos devemos ir”, disse aos apoiadores.

No fim da manhã, o presidente embarcou para São Paulo, onde participou de um ato na Avenida Paulista nesta tarde.

Em discurso de cerca de 20 minutos, Bolsonaro subiu o tom e fez ataques nominais ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a quem chamou de “canalha”. “Ele [Moraes] tem tempo ainda para se redimir. Tem tempo ainda de arquivar seus inquéritos. Sai, Alexandre de Moraes, deixa de ser canalha. Deixe de oprimir o povo brasileiro, deixe de censurar o seu povo”, afirmou. O presidente da República voltou a dizer que o magistrado do STF tem que ser “enquadrado”. “Ou se enquadra ou pede para sair”, disparou sob os aplausos da multidão.

Bolsonaro ainda critiou o governador de São Paulo, João Doria, e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luis Roberto Barroso, voltando a pedir o voto impresso.

Na parte final de seu discurso, bastante inflamado, o presidente Jair Bolsonaro repetiu que tem três opções para o seu futuro: ser preso, ser morto ou vencer as eleições de 2022. Aos apoiadores, que se concentraram na altura do MASP, na Avenida Paulista, o chefe do Executivo federal disse que “só Deus” o tira da Presidência da República e finalizou: “Dizer aos canalhas: eu nunca serei preso”.

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