Conheça 7 dicas de consumo consciente para a economia de energia elétrica

O Brasil enfrenta uma séria crise hídrica e energética, agravada pelo menor nível de chuvas no país em 91 anos e pela consequente baixa vazão dos reservatórios de água para a geração hidrelétrica, nossa maior fonte de energia. Para evitar riscos de racionamento e até mesmo de apagões, o país ampliou o uso de termelétricas, opção menos sustentável e mais cara. Sobrou para o meio ambiente e, também, para o consumidor, que começou o mês de setembro pagando mais caro pela energia elétrica. Por isso, é importante adotar medidas de economia. O Instituto Akatu, principal ONG do país dedicada à sensibilização e à mobilização para o consumo consciente, oferece uma série de dicas para ajudar as pessoas a superarem esse momento com a adoção de novos hábitos.


"Além de governos e empresas, é importante a população ter a consciência que também pode fazer a sua parte. Ao evitar o desperdício de energia elétrica no dia a dia, em nossas casas, economizamos na conta de luz, poupamos esse recurso e contribuímos para que o país supere a crise", enfatiza Bruna Tiussu, gerente de comunicação do Instituto Akatu.


Atitudes simples - como apagar as luzes ao sair do ambiente, reduzir o tempo de banho no chuveiro elétrico e tirar da tomada equipamentos que não estão em uso - proporcionam economia no fim do mês e ainda podem ajudar a evitar racionamentos. Todo mundo sai ganhando. Evitar o desperdício e fazer um uso consciente de energia elétrica, portanto, deve ir além de um cenário de crise - são comportamentos que precisamos adotar diariamente, faça chuva ou faça sol.


"A crise hídrica é também uma oportunidade para o país repensar seus modelos de produção e de consumo. Afinal, tudo está interligado: a falta de chuvas que acarreta a seca dos reservatórios é, de certa forma, reflexo do aumento das queimadas e do desmatamento, além de consequência da crise climática e do aquecimento global", destaca Bruna.


Confira sete dicas para economizar energia elétrica:


1.Aproveite ao máximo a luz natural do dia. Evite acender lâmpadas sem necessidade e lembre-se de desligá-las ao sair de um ambiente. Vale ressaltar que esta prática também aumenta a vida útil das lâmpadas.


2.Mantenha a casa iluminada sem desperdiçar energia : substitua as lâmpadas fluorescentes por lâmpadas de LED, que têm maior vida útil e são mais eficientes energeticamente. Apesar de mais caras, as lâmpadas de LED compensam devido à menor necessidade de troca em comparação às fluorescentes, além da redução no valor da conta de luz.


3.Reduza o seu banho diário em 1 minuto e economize energia para carregar muitas vezes o celular: o chuveiro elétrico costuma ser o maior consumidor de energia de uma casa, ao lado do ar-condicionado. Apesar do frio em boa parte do país, evite banhos longos no chuveiro elétrico.


4.Cuidado com o consumo em modo stand-by: não deixe a TV ligada à toa e tire o computador da tomada quando não estiver em uso. O mesmo vale para os demais eletrônicos e eletrodomésticos, uma vez que o modo stand-by consome energia sem percebermos.


5.Evite passar roupa desnecessariamente: acumule o máximo possível de peças para usar a máquina de lavar e o ferro de passar. Se possível, pendure as roupas em cabides para que elas sequem e desamassem naturalmente. Dependendo do tipo de tecido, a peça pode até dispensar o ferro de passar e ir direto para o guarda-roupa.


6.Evite abrir a porta da geladeira à toa: o ar quente obriga o motor do equipamento a gastar mais energia elétrica para resfriá-la novamente. Na hora de colocar ou retirar os alimentos, faça tudo de uma só vez, e não guarde recipientes quentes, pois isso também aumenta o consumo de energia. E verifique se a borracha da porta da geladeira está em boas condições, pois ela isola o interior do refrigerador e evita maior consumo de eletricidade.


7.Fique atento ao comprar um eletrodoméstico: procure o selo Procel ou a etiqueta do Inmetro, que indicam os aparelhos energeticamente mais eficientes. Também vale a pena avaliar a substituição de equipamentos antigos por novos, em geral mais eficientes no consumo de energia.


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