Polícia passa a usar drones para identificar ladrões de cabos e equipamentos de trens e metrô do Rio O governo do Rio de Janeiro anunciou na noite dessa quarta-feira (01) a criação de uma força-tarefa contra o furto de cabos e equipamentos, que provoca atrasos nos trens da Supervia e também no metrô. Hoje (02), pelo quarto dia consecutivo, o ramal Japeri apresenta intervalos irregulares devido a este tipo de crime.

A PM já fez sobrevoos com um drone na linha férrea. O equipamento flagrou duas pessoas indevidamente nos trilhos.

As investigações miram os principais pontos possíveis de ações dos receptadores, que são os ferros-velhos e grandes empresas de reciclagem.

Ontem, a Alerj aprovou um projeto de lei que obriga que a Delegacia de Serviços Delegados, da Polícia Civil, seja a responsável pelas investigações de roubos de cabos nos trens e metrô. A proposta ainda depende da sanção do governador Cláudio Castro, que tem até 15 dias úteis para sancioná-la ou vetá-la.

A medida também inclui a investigação sobre furtos envolvendo esse tipo de equipamentos de qualquer concessionária de serviço público.

De acordo com o projeto, também são atribuições da delegacia a investigação dos crimes de furto de energia, água e luz em geral, dos crimes relacionados a combustíveis, crimes de dano e de fraudes – que envolvam concessionárias de serviços públicos.

A SuperVia Concessionária de Transporte Ferroviário S.A, desde 2011, foi vítima em 1.503 ocorrências desta modalidade de crime. Nesta semana, o furto de cabos paralisou as linhas de trem e metrô, prejudicando principalmente os passageiros. Em 2021, foram suspensas 862 viagens de trens por conta do furto de cabos - conforme informou a SuperVia.