Morto aperta a mão da esposa em velório Durante o velório de um homem identificado como Raimundo Bezerra de Sousa, de 61 anos, a mulher do falecido tomou um susto depois de ter sentido que a mão dele apertava a dela, na última sexta-feira (16), em São Luís do Curu (CE). Além disso, outras testemunhas relataram que o corpo chegou a transpirar e estava se mexendo no caixão.

O homem passou mal na cadeia de Trairi, onde estava preso e, depois internado no hospital de Itapipoca (CE), acabou falecendo às 22h de quinta-feira passada (15). O corpo foi transportado para São Luís do Curu e chegou para o velório ao redor das 8h30 do dia seguinte.

Por ter percebido que o corpo ainda apresentava sinais vitais, a família do homem entrou em contato com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas os profissionais que examinaram o corpo acabaram constatando que ele estava mesmo sem vida.

Mas os familiares ainda não estavam convencidos de que o homem havia, de fato, falecido. Então, decidiram levar o corpo para o Hospital Municipal Antônio Ribeiro da Silva, em São Luis do Curu. Entretanto, mais uma vez foi concluído que Raimundo Bezerra estava morto depois de mais exames. Finalmente, por volta das 18h de sexta-feira (16), o corpo foi sepultado.

O fato tem explicação na ciência, que afirma que braços e pernas podem se mover durante a rigidez cadavérica. Esse processo começa entre uma e duas horas após a morte e acaba em 24 horas.

Quando estamos vivos, tanto a contração como o relaxamento dos músculos gastam moléculas armazenadoras de energia, conhecidas pela sigla ATP. Mas, quando morremos e as reservas de ATP se esgotam, os filamentos musculares de contração ficam permanentemente unidos.

É nesse instante que pode haver uma movimentação brusca dos membros, se eles estiverem estendidos. Esse movimento tende a ser sempre em direção ao centro do corpo e pode ser influenciado por fatores como a temperatura ambiente e até a causa da morte.

Outra explicação para movimentos “cadavéricos” é a catalepsia, problema do sistema nervoso que diminui drasticamente os batimentos cardíacos, dando a ilusão de que a pessoa morreu.