Programa tem capacitação para ajudar a detectar possíveis casos de abuso sexual s visitadores do Programa Criança Feliz passam a contar com um novo curso de formação complementar. Com o objetivo de enfrentar a realidade das violações de direitos, eles terão acesso à capacitação para identificar e atuar em casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes. Uma parceria entre os ministérios da Cidadania e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos possibilitou a construção e disponibilização do material online.

O curso, que faz parte da campanha do mês da Primeira Infância, já pode ser acessado e ficará disponível até o dia 30 de novembro no site da Escola Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (ENDICA). “Os visitadores serão aliados no cuidado e na atenção. Eles vão aprender como perceber sinais identificadores que podem vir a causar uma violência sexual contra as crianças e, assim, ajudar na proteção e na prevenção dessas violências”, explicou Luciana Siqueira, secretária nacional de Atenção à Primeira Infância (SNAPI) do Ministério da Cidadania.

“A gente vai dar capilaridade para a temática da proteção da primeira infância, já que teremos visitadores que estarão na casa das pessoas, orientados a perceber sinais identificadores de violência. Vamos fechar o cerco em favor da primeira infância, com um exército de profissionais que fará a identificação e o encaminhamento para uma rede de proteção”, comemorou Maurício José da Silva, secretário nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. A pasta ofertou cerca de 26 mil novos visitadores formados e qualificados para o Programa Criança Feliz.

Programa Criança Feliz
O Criança Feliz é um programa que tem o objetivo de apoiar e acompanhar o desenvolvimento infantil integral na primeira infância, no período compreendido entre 0 a 6 anos, facilitar o acesso da gestante, das crianças na primeira infância e de suas famílias às políticas e aos serviços públicos que necessitam. O Programa se desenvolve por meio de visitas domiciliares que buscam envolver ações de saúde, educação, assistência social, cultura e direitos humanos. As visitas são ofertadas pelos municípios.