Eduardo Paes tem planos frustrados para reabertura do Rio A prefeitura do Rio de Janeiro decidiu suspender o plano de flexibilização das atividades, que começaria a vigorar em 2 de setembro. Os motivos alegados são o avanço da pandemia na cidade, principalmente com a variante Delta, e a irregularidade no fornecimento de vacinas por parte do Ministério da Saúde. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (25), em nota divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

“Desde o primeiro anúncio sobre o plano de reabertura da cidade, no início de agosto, foi frisado que essas medidas estavam condicionadas a um cenário epidemiológico favorável, com continuidade da regressão do mapa de risco da cidade para alertas moderado e baixo; e da regularidade de entrega de vacinas pelo Ministério da Saúde. Em não se confirmando essas condições, o planejamento poderia ser revisto”, explicou a SMS.

Com isso, o plano de flexibilização anunciado pelo prefeito Eduardo Paes, em julho, prevendo a reabertura quase total da cidade para eventos com público, ficará adiado. Paes chegou a batizar o dia 2 de setembro como o Dia do Reencontro, quando as restrições cairiam para diversas atividades, o que acabou não ocorrendo.

“Diante do recente aumento do número de casos da doença devido à circulação da variante Delta, retorno de todo mapa de risco para alerta moderado e da recomendação do Comitê Especial de Enfrentamento da Covid-19 (CEEC), o plano de reabertura foi adiado”, disse a secretaria.

Média móvel em queda no país
O Brasil registrou 903 mortes por Covid-19 e 30.671 novos casos da doença de terça (24) para quarta-feira (25). Os dados são do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). A média móvel do número de mortos registrada ontem – 712 – é a menor desde o dia 7 de janeiro deste ano.

A média de móvel de mortes no Estado do Rio é de 106 por dia. Um número preocupante, já que a população do Rio é de 17,3 milhões de habitantes. Ou seja, a proporção de habitantes do Rio para cada brasileiro é de um a cada doze. Isso significa que de cada sete mortes provocadas pelo vírus no país, uma foi no estado fluminense.