Pastor mantém discurso contra a idolatria, mesmo sendo investigado pela Polícia Civil O pastor Aisalon Berto está sendo investigado pela Polícia Civil de Pernambuco por causa de um vídeo postado em redes sociais em que associa símbolos culturais de religiões afro a “referências malignas e satânicas”. Ele disse não ter se arrependido do que disse e manterá sua pregação contra a idolatria. “Posso ser preso ou morto, mas não mudo a pregação baseada na Bíblia”, declarou.

Tudo começou em julho, quando entidades ligadas a religiões afro fizeram um painel com símbolos culturais representados em grafite, no túnel, que fica perto do Museu da Abolição.

O religioso afirmou, na época, que “entidades referenciadas no candomblé se constituem feitiçaria, à luz da palavra de Deus”.

A abertura da investigação contra o pastor começou após uma manifestação organizada na segunda-feira (23) por representantes de religiões de matrizes africanas, no Recife.

O pastor parece não temer as investigações e segue comentando sobre o caso em suas redes sociais.

“Cada um tem sua liberdade para crer. Mas o Evangelho diz que só há um caminho para que o homem tenha salvação eterna e libertação de pecados, que é Jesus”, afirmou.