Prefeitura do Rio anuncia terceira dose para setembro; Ministério da Saúde diz que não é a hora A cidade do Rio aplicará a terceira dose de vacina contra a covid-19 em idosos a partir de setembro. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (23) pelo secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz. A aplicação da terceira dose foi detalhada, em nota, pela assessoria da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

“Em reunião na manhã desta segunda-feira, o Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19 aprovou e recomendou a aplicação da dose de reforço (DR) nos idosos (60 anos ou mais). O calendário de vacinação da DR será elaborado e divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde dentro de alguns dias. A previsão é de que a dose de reforço seja aplicada entre setembro e novembro, de forma escalonada para idosos que tenham tomado a segunda dose há pelo menos seis meses, iniciando pelos residentes em instituições de longa permanência (ILPI), como asilos”, diz a nota da secretaria.

Segundo a SMS, ficou estabelecido que, independentemente da vacina tomada nas duas primeiras doses, para a terceira dose serão usadas vacinas da Pfizer e da AstraZeneca. Estudos científicos em vários países constataram que idosos têm, de forma geral, o sistema imune menos efetivo do que pessoas mais jovens, o que justificaria mais uma dose de reforço contra o coronavírus.

Ministério da Saúde diz que é preciso avançar com segunda dose
De acordo com o Ministério da Saúde, embora o Brasil tenha alcançado um número elevado de pessoas vacinadas com a primeira dose, mais de 8,5 milhões de brasileiros deixaram de voltar ao posto para receber a segunda. Aproximadamente, 55 milhões de brasileiros completaram o esquema vacinal com as duas doses ou dose única do imunizante.

Por isso, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nessa segunda (23) que a terceira dose da vacina contra a covid-19 vai avançar no país somente depois que a aplicação da segunda dose for consolidada.

“A OMS [Organização Mundial da Saúde], hoje, ditou uma posição no sentido de que não se avançasse na terceira dose enquanto a segunda dose não fosse aplicada na maior parte na população global”, disse o ministro.