Malala teme pelas mulheres e minorias do Afeganistão A ativista Malala Yousafzai  expressou sérias preocupações pelas mulheres, minorias e ativistas de direitos humanos depois que o Talibã assumiu o controle do Afeganistão.

Malala, que foi baleada na cabeça por homens armados do Talibã no Paquistão quando tinha 15 anos, disse no domingo (15) que estava assistindo em completo estado de choque ao avanço das forças do grupo extremista para Cabul após executar uma tomada quase completa do país em pouco mais de uma semana.

“Estou profundamente preocupada com as mulheres, as minorias e os defensores dos direitos humanos”, disse ela. “Os poderes globais, regionais e locais devem pedir um cessar-fogo imediato, fornecer ajuda humanitária urgente e proteger refugiados e civis.”

Malala foi alvo de extremistas em 2012 depois de falar publicamente sobre o direito à educação para meninas e mulheres. Ela foi baleada em seu ônibus escolar. Ela sobreviveu, continuou sua defesa no Reino Unido e, em 2014, recebeu o Prêmio Nobel da Paz.

No domingo, o presidente afegão Ashraf Ghani fugiu do país, funcionários da embaixada dos EUA foram evacuados e várias outras missões ocidentais trabalharam para retirar o pessoal. A ação do Talibã ocorre meses depois de o governo Biden anunciar a retirada de uma presença militar norte-americana de décadas no país.