Governo Biden sofre críticas após talibãs tomarem Cabul Combatentes talibãs chegaram neste domingo (15) à capital do Afeganistão - Cabul, a última grande cidade que ainda estava sob controle do governo do presidente Ashraf Ghani, que abandonou o país. O movimento extremista volta  ao poder depois de duas décadas. 


Nos últimos dias, todas as grandes cidades caíram nas mãos dos radicais islâmicos. Em muitas delas não houve sequer resistência. Hoje (15) de manhã, antes de Cabul, eles tomaram Jalalabad.
Na capital, o governo afegão e os talibãs estão em conversações para uma rendição pacífica e a constituição de um governo transitório.

Para a especialista em relações internacionais da Rádio e Televisão de Portugal (RTP)Ana Isabel Xavier a ofensiva talibã sobre Cabul é "um pouco surpreendente", tendo em conta que os serviços secretos norte-americanos previam a queda da capital afegã dentro de três meses.

“Nosso país foi libertado e os mujahidin são vitoriosos no Afeganistão”, disse um militante ao canal de notícias Al Jazeera direto do palácio, pouco depois da fuga do presidente Ashraf Ghani para o exterior.

Críticas aos EUA
O avanço rápido do Talibã no Afeganistão fez o governo dos Estados Unidos sofrer uma enxurrada de críticas pelo que tem sido visto como uma transição desorganizada para o fim da presença americana no país.

Quando ficou claro que o Talibã tomaria a capital do afegã, o presidente americano, Joe Biden, divulgou um comunicado afirmando que não teve escolha além de retirar as tropas

Neste domingo, Biden autorizou o envio de mais mil soldados a Cabul. Os militares devem auxiliar a evacuação de milhares de civis americanos e afegãos.

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