Doria é questionado sobre eficácia da CoronaVac após morte de Tarcísio Meira


A famosa frase que diz “Deus perdoa, mas a internet não” nunca foi tão aplicada neste momento em que o Brasil chora a perda de um de seus maiores atores, o eterno galã Tarcísio Meira, vítima da covid-19 aos 85 anos. Na quinta-feira (12), logo após a morte do artista ser anunciada, internautas resgataram uma publicação em que o governador de São Paulo, João Doria, disse que a CoronaVac previne 100% dos casos de morte por Covid-19. Eles queriam que o politico explicasse porquê, então, Tarcísio Meira faleceu, uma vez que estava com o esquema vicinal complete desde março.

No Twitter, vários perfis usaram a hashtag #DoriaGenocida e questionaram a eficácia da CoronaVac, defendida pelo governador. O assunto ficou entre os mais comentados na rede social.

Muitos também deram o exemplo do Chile, que está semana passou a dar uma terceira dose do imunizante aos idosos na tentativa de reforçar a eficácia da CoronaVac.

Outros internautas passaram a entender o motivo de centenas de pessoas querem escolher qual vacina irão tomar.

Em janeiro, o próprio Instituto Butantan chegou a publicar em suas redes sociais que “os estudos mostram que quem tomar a vacina terá 100% de chances de não ser hospitalizado ou de ir para uma UTI”.

No entanto, além de Tarcísio Meira, sua esposa, a atriz Glória Menezes, também foi internada na última sexta-feira (06) por conta da covid. Doria não respondeu aos questionamento e limitou-se a manifestar seu pesar pela morte do artista, bem como desejar boa recuperação à sua companheira.

Um levantamento do Ministério de Saúde aponta que cerca de 10 mil pessoas com o esquema vacinal completo morreram em todo o Brasil vítimas da doença. O levantamento, no entanto, não diz quais vacinas elas tomaram. Mas mostra que a grande maioria eram idosos. E como é do conhecimento de todos, os idosos foram os primeiros a serem imunizados, quando no Brasil só havia a CoronaVac.