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Homem muda de sexo e bate recorde em competição com mulheres

Cece Telfer, 21 anos, disputava provas de velocidade pela Universidade Franklin Pierce, nos EUA, como Craig. Decidiu mudar de sexo e agora, identificado como mulher, quebra recordes no campeonato universitário de atletismo. A participação de atletas trans em competições femininas tem causado polêmica entre atletas biologicamente mulheres, que alegam não ter a mesma força física de homens que se identificam como mulheres.





Cece acaba de se tornar campeã — campeão? — nacional feminina da NCAA; venceu a corrida de obstáculos de 400 metros na noite de sábado (25) com o melhor tempo, 57,53 segundos, e também foi nomeado para a equipe All-America First nos 100 metros com barreiras. É o primeiro título de atletismo feminino da universidade.





“Hoje foi um microcosmo de toda a temporada dela; ela não deixaria que nada a atrapalhasse. Nunca conheci ninguém tão forte quanto ela em toda a minha vida”, disse o técnico Zach Emerson sobre a corrida de Telfer Telfer — anteriormente conhecido como Craig — em janeiro de 2018, correu com a equipe masculina de pista e campo da Franklin Pierce University.





Telfer começou a usar o nome CeCe enquanto competia com os homens antes de fazer a transição para a competição feminina. De acordo com o site Turtleboy Sports, que pesquisou algumas das estatísticas de Telfer como um concorrente do sexo masculino, Telfer foi um corredor de obstáculos acima da média. Mas, como os obstáculos das mulheres são menores, Telfer logo dominou a competição e se tornou a principal concorrente das mulheres nos obstáculos de 55 metros e corrida de 55 metros das mulheres.





A NCAA tem uma política para atletas transexuais há anos. O estatuto da NCAA diz que é legal um homem biológico competir na divisão feminina se ele tiver suprimido seus níveis de testosterona por um ano.





Primeiro e segundo lugares nos 55 metros rasos da competição juvenil feminina (do High School – Ensino Médio) em Connectituct foram trans. Também venceram o campeonato estadual nos 55m. No ano passado a mesma dupla também venceu nos 100m.





Connecticut é um dos 17 estados norte-americanos que permitem atletas transgêneros competirem sem nenhuma restrição. Mas as competidoras que realmente nasceram mulher não estão nada satisfeitas por terem que competir com homens. Elas alegam que essa “inclusão” permitida por lei é injusta, pois as trans são mais fortes, por isso resolveram se manifestar em entrevista ao Daily Signal no começo deste mês.





A estudante de 16 anos Selina Soule, que até então ganhava todas as provas de curta distância, se sente injustiçada. Selina garante que não é transfobia, mas está vendo seu sonho de ser atleta da elite se desmanchar, já que os olheiros prestam atenção só nos dois primeiros lugares.





Argumenta que não tem como vencer de Terry Miller e Andraya Yearwood, 17 anos, biologicamente mais forte que todas as outras garotas. E diz mais ainda, que com os garotos as trans não conseguiam resultados bons e agora, autorizadas por lei, vencem das garotas.





Selina não conseguiu se classificar para o estadual este ano por duas posições. Só se classificou no salto em distância, onde ainda não há trans. “É muito frustrante, de quebrar o coração mesmo, quando as garotas estão perfiladas na largada e já sabem que não terão condições físicas de vencer, mesmo dando seu máximo”, disse Selina ao Dailly Signal. Ela sugere que seja criada a categoria trans.





Em São Paulo, tramita o Projeto de Lei 346/2019, do deputado estadual Altair Moraes (PRB-SP), que restringe a participação de transexuais no esporte, estabelecendo como único critério o sexo biológico do competidor para fins de escalação em equipes masculinas ou femininas. Caso aprovado, seguirá para sanção ou veto do Governador.