Carla Zambelli assina requerimento para abertura da CPI do TSE e recebe apoio nas redes sociais A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) cumpriu a promessa feita na semana passada de que assinaria um pedido pela abertura da CPI do TSE. Ontem (11), ela informou aos seus seguidores nas redes sociais que assinou um requerimento favorável à CPI do Tribunal Superior Eleitoral. Sua publicação recebeu apoio massivo.

As hashtags #CPIdoTSE e #TSEApagouAsProvas estão há uma semana entre os assuntos mais comentados no Twitter. As postagens começaram no dia 04 deste mês em reação a tuítes do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) sobre a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar denúncias, feitas pelo presidente Jair Bolsonaro, de que o TSE sabia de fraude nas urnas eletrônicas em 2018.

Além de milhares de eleitores, diversos políticos, como os deputados Daniel Freitas (PSL-SC) e Carla Zambelli (PSL-SP), se posicionaram nas redes sociais em defesa da abertura da chamada CPI do TSE.

“Podem contar com a minha assinatura”, tuitou Zambelli na época, cumprindo agora a promessa.

Entenda o caso

Em entrevista à Rádio Jovem Pan, no dia 4 de agosto, o presidente Jair Bolsonaro e o relator da proposta do voto impresso, deputado Filipe Barros (PSL-PR), apresentaram cópia de relatórios enviados pelo TSE à Polícia Federal.

A Corte teria informado que identificou a ação de um hacker na rede do tribunal de abril a novembro de 2018. Bolsonaro e o deputado defenderam que o hacker teve acesso ao “coração” da rede do TSE e poderia ter alterado o código fonte de urnas eletrônicas.

O deputado disse ainda que o TSE afirmou não ter registros do histórico das atividades do hacker na rede da Corte. “Ou seja, o próprio TSE apagou os arquivos por onde andou o hacker”, afirmou Bolsonaro, alegando que a ação configura “crime”.

Em nota, o TSE afirmou que o episódio foi amplamente divulgado na época e que, embora sigiloso, não é um inquérito com informações novas.  A Corte afirmou que o acesso indevido não representou riscos à integridade da eleição, já que o código-fonte dos programas utilizados passaram por “sucessivas verificações, testes, aptos a identificar qualquer alteração ou manipulação”.

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