Desemprego cai em 10 estados O desemprego caiu em 10 dos 27 estados brasileiros no 2º trimestre, na comparação com o trimestre anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nas demais unidades da federação houve estabilidade.

A taxa de desemprego média no país recuou para 12% no 2º trimestre, ante 12,7% no 1º trimestre, conforme já divulgado pelo órgão, mas ainda atinge 12,8 milhões de brasileiros.

Segundo o IBGE, as maiores taxas de desemprego foram observadas na Bahia (17,3%), Amapá (16,9%) e Pernambuco (16,0%) e a menores, em Santa Catarina (6,0%), Rondônia (6,7%) e Rio Grande do Sul (8,2%). Em São Paulo e no Rio de Janeiro, as taxas ficaram em 12,8% e 15,1%, respectivamente.

Segundo o IBGE, as maiores variações estaticamente significativas foram no Acre (-4,4 p.p.), Amapá (-3,3 p.p) e Rondônia (-2,2 p.p).

Os últimos cinco anos foram de crise econômica  que deixaram marcas profundas em todo o Brasil, sobretudo no mercado de trabalho. Um cenário passou a ser cada dia mais comum pelas cidades, lojas fechadas com placa de aluga-se multiplicaram-se – foram mais de 200 mil lojas fechadas no país no período de crise.

Houve aumento da informalidade e trabalhadores precisaram se reinventar, buscando ocupações alternativas para o seu próprio sustento e de sua família. Uma das profissões que são o retrato desta fase crítica para o Brasil é a de motorista de aplicativo. Com 600 mil motoristas cadastrados e faturamento de R$ 3,7 bilhões, Brasil se tornou o segundo maior mercado da Uber (a maior empresa de transporte por app) no mundo.

O número de motoristas cresceu tantos nos últimos anos, que este mês O Comitê Gestor do Simples Nacional publicou no Diário Oficial da União  uma resolução que inclui a categoria de motoristas de aplicativos na lista de profissões que podem ser classificadas como Microempreendedor Individual (MEI).

Em decreto publicado em maio pelo presidente Jair Bolsonaro, o governo permitiu que os motoristas de aplicativo pudessem contribuir para o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). O texto também já previa que a categoria pudesse aderir ao MEI. No entanto, ainda era preciso uma regulamentação que de fato incluísse a classe na lista de profissões que podem emitir o CNPJ como microempreendedor individual.

Com CNPJ, o motorista pode emitir nota fiscal a pessoas jurídicas e pleitear linhas de crédito, como financiamentos e empréstimos, para pessoa jurídica. As categorias do MEI também podem optar por aderir ao Simples Nacional, um sistema de pagamentos simplificado de tributos federais, estaduais e municipais para micro e pequenas empresas que faturam até 4,8 milhões de reais por ano.