Jihadistas atacam vilas nigerianas, matam 7 cristãos, queimam 250 casas e deixam 22 mil desabrigados Vários vilarejos no distrito de Miango, na Nigéria, sofreram uma série de ataques severos no último fim de semana, perpetrados por homens identificados pelos moradores como militantes Fulani.

A Irigwe Development Association (IDA) divulgou um comunicado à imprensa no domingo (01), informando que 250 casas foram incendiadas durante os ataques "desimpedidos".

"Cerca de sete pessoas morreram, enquanto várias outras ficaram feridas e estão recebendo tratamento em alguns hospitais não divulgados", diz o comunicado. "Mais de 40 hectares de terras agrícolas com uma variedade de plantações foram completamente destruídas. Vários itens domésticos e animais foram saqueados."

Uma fonte da International Christian Concern, informou ainda que nove pessoas sobreviveram a ferimentos a bala, enquanto mais de 22.000 pessoas foram deslocadas.

“Pedimos à comunidade internacional que venha em nosso auxílio”, disse a fonte local da ICC. "O governo nigeriano nos traiu e permitiu que caíssemos sob a mercê das armas por causa de nossa fé."

Quase 3.500 cristãos foram assassinados desde janeiro, de acordo com um relatório recente da Sociedade Internacional para as Liberdades Civis e o Estado de Direito.

E inúmeras crianças foram sequestradas e mortas por esses grupos terroristas em seu esforço para obter recursos e controle sobre o país. 

A analista do Portas Abertas Internacional, Illia Djadi, disse que os cristãos são rotineiramente alvos de terroristas por causa de suas crenças.

A Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional considerou a Nigéria um país de particular preocupação em seu relatório anual de 2021.

A Nigéria está em 9º lugar na lista de países da organização Portas Abertas que apresenta as nações onde os cristãos sofrem mais perseguição.

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