Oração de menina emociona em enterro de jogador Uma oração entoada aos prantos pela irmã mais nova o jogador de futebol Dyogo Costa Xavier de Brito, Sofia, de apenas 7 anos, antes do enterro do rapaz, fez as centenas de pessoas presentes se emocionarem.

"Deus, que cada pessoa que esteja aqui sempre viva bem, que não perca ninguém assim desse jeito. Sempre quando alguém estiver assim bem triste, pega as suas mãozinhas e lava o coração dele. Deus, abençoe quem está aqui e que todos sejam do bem e não sejam do mal, para que não façam coisa errada."

Atleta do América Futebol Clube, o adolescente foi morto em uma operação policial enquanto saía da comunidade da Grota, em São Francisco, Niterói. Segundo parentes e amigos, ele estava indo treinar em Edson Passos, na Baixada Fluminense, e foi morto durante uma operação policial.

A avó de Dyogo, Márcia Regina, 58, relatou, segundo soube de testemunhas, que o adolescente chegou a dizer ao policial que era jogador de futebol e que estava indo para o clube. Segundo ela, mesmo assim o agente de segurança teria mandado o jovem se virar e atirado.

Antonio Carlos de Vilaflor Brito, 52, supervisor da base do América Futebol Clube onde Dyogo treinava, conhecia o jovem há quase 5 anos e já foi treinador dele em outros clubes. E classifica como impossível a acusação de que o adolescente fosse suspeito de envolvimento com o crime.
"É impossível pelo que conheço do Dyogo. Se você olhar todos os amigos dele com as famílias e os amigos dele, os atletas com quem ele sempre conviveu, vão dizer tudo de melhor dele. É estranho esse preconceito velado que existe, de quem acha que as pessoas que vivem em comunidade não são boas, mas o Dyogo era uma pessoa sensacional", classificou o treinador.