Pastor baleado durante ocupação do MST, em PE, segue internado Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de Pernambuco (MST) denunciaram uma tentativa de intimidação contra uma ocupação localizada no bairro do Jordão, na Zona Sul do Recife. No domingo (18), quatro pistoleiros invadiram a ocupação Nelson Mandela, onde está sendo construído um conjunto habitacional, fizeram um refém e balearam um pastor na cabeça. O religioso, identificado como Paulo Silva, de 40 anos, também é militante e está internado no Hospital da Restauração, região central do Recife. 

O pastor segue em observação na sala vermelha e sem previsão de alta médica. Em um vídeo enviado a integrantes do movimento, a vítima relata dificuldades para realizar as necessidades fisiológicas, além de não estar sentindo as pernas. 

Segundo um membro da direção do MST, Paulo Mansan, que esteve na ocupação Nelson Mandela na terça-feira (20), algumas pessoas que saíram do local já retornaram e, apesar do clima mais ameno, a sensação ainda é de medo por parte das 300 famílias que residem no acampamento. 

O local fica às margens da BR-101 e foi ocupado há cerca de um mês. Grande parte das famílias foi vítima dos alagamentos que aconteceram no mês de maio, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. A outra parte dos ocupantes está cadastrada para receber os habitacionais. 

A Polícia Civil de Pernambuco deu início às investigações do caso, que "seguem até a completa elucidação do fato".

Crime 

Em nota, a Polícia Militar de Pernambuco informou que foi acionada e esteve no local onde ocorreu a tentativa de homicídio. Segundo a corporação, "não há ligação do crime com conflito agrário ou habitacional''.

Na mesma nota, a PM continuou dizendo que os homens chegaram ao local "se dizendo policiais e ao encontrar a vítima, no apartamento onde estava, perguntaram onde era a boca de fumo. Como não obtiveram resposta, efetuaram disparos, atingindo a cabeça da vítima". 

A PM disse que "uma viatura do 19º BPM,  que esteve no local do crime, se deslocou até a UPA e acompanhou a transferência para garantir a integridade do paciente". 

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