Argentina conquista Copa América e quebra jejum de 28 anos sem títulos Após 28 anos sem títulos, a Argentina conquistou neste sábado (10) sua 15ª Copa América. A seleção de Messi e companhia desbancou o Brasil por 1 a 0, com golaço de Di María, em pleno Maracanã.

A última vez que a Argentina havia vencido uma Copa América foi na edição de 1993, no Equador. Desde então, o país perdeu sete finais da competição (1995, 2004, 2005, 2007, 2014, 2015 e 2016), fora a final da Copa do Mundo de 2014, perdida para a Alemanha por 1 a 0.

Jogador mais importante da seleção argentina e seis vezes considerado pela Fifa o melhor jogador do mundo, Lionel Messi esteve em quatro finais nas quais a Argentina foi vice-campeã: nas edições da Copa América de 2007, 2015 e 2016 e na final da Copa do Mundo de 2014. 
Messi terminou a Copa América como autor de quatro gols. O argentino foi eleito pela Conmebol, ao lado de Neymar, o melhor jogador da competição. 

O jogo
O jogo foi aberto a convidados, com um público limitado a 10% da capacidade do estádio, cerca de 5,5 mil pessoas. 

O Brasil entrou em campo sem surpresas, com Tite repetindo a escalação da semifinal. Já os argentinos foram escalados com cinco mudanças em relação à sua última formação, sendo a entrada de Di María como a principal novidade.

Os jogadores abusaram das faltas e apresentaram dificuldades para chegar ao gol. Até o cenário mudar aos 21 minutos, quando a escolha de Scaloni surtiu efeito logo na primeira finalização da Argentina. Na jogada,  Di María foi lançado por De Paul e ficou frente a frente com o goleiro Ederson após falha de Lodi. Por cobertura, o argentino abriu o placar com um golaço no Maracanã.

Em resposta ao tento, a seleção canarinho tentou apertar a marcação. No entanto, encontrou um adversário demonstrando tranquilidade e domínio. Antes do intervalo, Di María apareceu novamente com liberdade na entrada da área. Ele chegou a bater de canhota em direção ao gol de Ederson, mas bola desviou em Marquinhos. 

Sem controle, a atuação da seleção brasileira começou a contar com diversos erros na troca de passes. Após vacilo de Fred, Messi chegou a puxar um contra-ataque e finalizar de fora da área. A bola passou ao lado do gol brasileiro, sem perigo.

A maioria dos chutes brasileiros foram travados pela defesa Alcibeleste.

No total foram cinco finalizações do Brasil, duas delas com Neymar, contra três da Argentina. Os hermanos encerram o primeiro tempo com mas posse de bola e a vantagem no placar.

A equipe de Tite retornou para a etapa final com outra postura. Em apenas dez minutos, conquistou duas chances com Richarlison: Aos 7, o atacante foi às redes e anotou aquele que seria o empate brasileiro, mas ele estava impedido; em outro lance, Richarlison recebeu de Neymar e mandou de direita, para ótima defesa de Martínez.

Na busca pelo gol, depois de substituir Lucas Paquetá por Gabigol, Tite apostou nas entradas de Vini Jr. e Emerson, respectivamente nos lugares de Everton e Renan Lodi.

O Brasil seguiu pressionando e o clima esquentou entre argentinos e brasileiros. Neymar foi alvo de faltas e o árbitro o árbitro distribuiu cartões amarelos. Aos 41, Gabigol bateu de primeira e obrigou Martínez a fazer grande defesa. Na sequência, Messi errou. O camisa 10 recebeu de De Paul e ficou cara a cara com Ederson, deixando a bola escapar.

Apesar da pressão brasileira, os hermanos seguraram o resultado até o apito final, decretando a festa argentina em pleno Maracanã.