Haiti desmente morte de primeira-dama, após confirmar a morte de seu presidente A primeira-dama do Haiti, Martine Moïse, sobreviveu ao ataque que matou seu marido, o presidente Jovenel Moïse. Ela será transferida para receber tratamento em Miami, disse o embaixador haitiano nos Estados Unidos, Bocchit Edmond, à agência Reuters. Segundo ele, o quadro da primeira-dama é crítico, mas estável. Mais cedo, agências internacionais de notícias chegaram a divulgar sua morte.

— Ela está estável, mas em estado crítico — disse Edmond em uma videoconferência no início da tarde. — Neste momento, estão sendo feitos esforços para que ela seja levada para receber tratamento em Miami.

Martine foi baleada durante o ataque à residência oficial do presidente, no bairro de Pelerin 5, em Porto Príncipe, na madrugada desta quarta (07). Ao informar sobre o ataque, o primeiro-ministro interino do país, Claude Joseph, havia apenas afirmado que a primeira-dama fora baleada, sem dar mais detalhes sobre seu estado de saúde. 

Edmond confirmou também que os assassinos do presidente se identificaram como agentes da agência antidrogas dos Estados Unidos, a DEA. Vídeos da vizinhança da residência oficial mostram um homem com sotaque americano gritando em um megafone: "Operação da DEA. Todos se afastem". O grupo falava em inglês e espanhol e portava armas de grosso calibre.