Sarando a Terra Ferida: “coração focado no que Deus reservou”

O Ministério Sarando a Terra Ferida marcou presença nos estúdios da Rádio Melodia, na última quarta-feira (30), para se apresentar no programa Melodia Ao Vivo.

Francielli Santos, Daniel Marinho, Paulo Sérgio “Grande” e Rafael Black trouxeram com eles os louvores que marcaram a vida de milhões de cristãos e também as histórias do grupo desde o começo do ministério, há mais de 15 anos, na Baixada Fluminense (RJ).

Veja como foi a conversa com os apresentadores Debora Lyra e Edinho Lobo:

Qual é o segredo de tanto sucesso, de ser bem-sucedido no Senhor? São quantos anos de estrada com o Ministério?

Ministério Sarando a Terra Ferida:
Já são uns 15 anos. A gente ficou um bom tempo dizendo que era 15 anos, já deve ter chegado quase no dobro disso, todo ano a gente fala que tem 15 anos.

Na verdade, as pessoas sempre perguntam qual é o segredo, mas eu acredito que é você manter o seu coração focado naquilo que Deus te chamou para fazer. Nós somos um Ministério de igreja, nós começamos na igreja e levamos esse formato que nós somos uma igreja. Nós levamos a Palavra de Deus através da canção, e eu acredito que estar de baixo de uma cobertura, estar ligado a uma igreja não te deixa voando por aí à toa.

Então, Deus é a chave de tudo, é por causa Dele que nós estamos aqui, é para a Glória Dele que nós estamos aqui, e, se nós estamos de pé, é porque a mão Dele tem nos mantido. Acredito que a grande chave, o grande segredo para isso é você manter seu coração naquilo que Deus tem reservado para você. Se Ele colocou para a gente que a gente tem que ministrar e cantar, é isso que a gente vai fazer.

Durante essa pandemia, muita gente do meio artístico ficou sem cantar, sem se apresentar. Nessa época de lives, vocês conseguiram ter feedbacks de pessoas que tiveram a vida transformada, que se renderam ao Senhor ouvindo suas canções?

Olha, você tocou num ponto bem específico. Para todos nós, nós tivemos que nos adaptarmos a esse novo processo que a gente está vivendo e, logo no início, nem os cultos na nossa igreja online estavam rolando, e a gente ficou nessa: "como a gente vai levar a Palavra de Deus? A gente não pode parar com o nosso ministério." E surgiram, sim, as lives. A gente começou em algumas programações de igreja também, de outras igrejas, sem ser a nossa denominação, a fazer as lives e tivemos também no nosso canal no YouTube.

O feedback é muito maravilhoso, porque existem pessoas... - o Sarando tem 15 anos de estrada - tem uma turma que acompanha o Ministério há 15 anos, e tem pessoas que têm conhecido a gente agora. Então, a internet, nesse momento de pandemia, nos ajudou a nos aproximarmos de pessoas que não conheciam o Ministério. Através da internet, através das lives, nós pudemos levar a Palavra de Deus, canções que muitos já conheciam, mas outras que se tornaram algo novo para elas. Então, para a gente, receber o feedback, receber um testemunho falando que assistiu a live, que foi abençoado, foi restaurado, que o casamento estava no fim e Deus entrou e fez algo novo...

Tudo que nós fazemos e envolve o nome de Deus tem um propósito, seja uma live no Instagram, seja uma live no YouTube, tudo tem um ponto inicial, que é alcançar, realmente, almas para o reino do Senhor. E nós, para a graça de Deus, pela misericórdia Dele, nós temos vivido experiências desse tipo também.

Da Baixada Fluminense para o Brasil. Vocês imaginavam isso?

Não (risos). Na verdade, no início, nós éramos só um ministério de louvor da Igreja, tocávamos todos os dias, nossa igreja tinha cultos todos os dias, então a gente tocava no culto à noite, de manhã na consagração, todos os dias. Quando a gente lançou o primeiro álbum, nós não tínhamos noção, não tínhamos experiência, nem imaginávamos como seria.

Só que Deus faz assim com a gente, Ele leva a gente além do que a gente pode imaginar. Levou para o Brasil inteiro e a gente está aí, 15 anos de estrada, e Deus fazendo a obra como se fosse a primeira vez. A canção, em si, vai além do Brasil, a gente recebe testemunho de pessoas no Japão, nos Estados Unidos, muitos brasileiros que moram fora... então, rompeu fronteiras.

Além disso, a gente vem de uma época que não tinha o feedback nessa rapidez que a gente tem hoje. A gente só começou a entender quando nós íamos nas igrejas, chegávamos nos lugares e víamos que a música estava chegando e todos estavam cantando. Essa questão de acesso a números que a gente tem hoje, não tinha nessa época, então foi tudo muito assustador, vendo que Deus tinha pressa em usar a gente.

É uma coisa maravilhosa, para nós é um privilégio estarmos até hoje dando esses frutos e podendo colher esses frutos de todos esses anos. É muito maravilhoso isso.

Que critérios vocês estabelecem para a construção de uma música? Tem muita discordância? Rola muito esse papo?

Muitíssimo. É justamente o que tem acontecido. A gente está, nesses meses, na questão de uma definição. A gente recebe as canções, além disso a gente também compõe, e aí, da produção, a parte mais demorada e mais criteriosa é essa parte, porque a gente ora a Deus, pede uma direção, canta e tenta construir as canções de acordo com o que a gente entende sobre a Palavra e sobre o que Deus quer dizer nesse tempo, e dentro de tudo isso vem a parte técnica, a parte de construção. Então, isso é uma coisa muito trabalhosa, porque são vários critérios, não é um só.

A pessoa ouve a música no ar e não tem ideia de quanto tempo demora, não é?

Verdade, é aquele fruto que você planta, rega, tem todo aquele trabalho e aí chega pronto na casa de quem está ouvindo. Mas existe um trabalho muito grande por trás. O trabalho principal nosso acaba sendo essa fase que a gente tem tido agora de muita oração, de muita construção, de descobrir coisas novas... e aí, por trás disso, a gente fala sobre a Bíblia, prega entre nós, enfim... Então, são várias coisas.

Até porque não é só uma canção bonita, nosso intuito não é só cantar uma canção bonita que vai, talvez, te emocionar. O propósito é maior, uma canção que possa transformar, então tem que tocar primeiro na gente. Se não tocar na gente, não é a nossa verdade, então eu acredito que o primeiro critério mais importante é ser verdade para a gente e, assim, vai tocar o coração de qualquer pessoa que ouvir.

Qual a música do Sarando a Terra Ferida que tocou mais em vocês?

Rafael Black:
Eu tenho várias, são fases, não é? Deus agraciou muito a gente durante os anos com essas canções, que são canções muito fortes. Como a Fran falou, elas falam com a gente mesmo e, por mais que passe o tempo, existem certos momentos na nossa vida que a gente acaba passando por elas novamente, por mais que sejam canções já gravadas há 10 anos... então, uma canção, hoje, que me marca muito é 'Seja Adorado'. Foi a primeira canção nossa, foi dessa época de 2006, eu lembro da sensação de ouvir nossa canção tocando numa rádio, é uma coisa muito marcante para mim. Claro que, hoje, o significado disso muda para cada pessoa, para cada ministério, mas para mim, hoje, é essa música. De repente, amanhã passa a ser outra canção.

Daniel Marinho: Tem várias músicas. Tem momentos que marcaram nossa vida, como essa música, Deus do Secreto'... não tem como não falar dessa música, a gente viveu uma experiência, em conjunto, o grupo inteiro, extraordinária com Deus. A gente separou um tempo de busca, de consagração com Deus de 21 dias num monte. Não foi nem uma campanha, eu ouvi aquilo de Deus e disse: "vou ficar 21 dias no monte, a gente vai orar e Deus vai fazer umas coisas." Essa canção surgiu nesse momento, no nosso secreto. A gente viveu muitas experiências extraordinárias do Ministério, fora os testemunhos de outras pessoas que foram alcançadas. Mas uma música que eu gosto muito, que tem me tocado, é 'Casa do Oleiro', essa música é top.

Francielli Santos: Não tem como passar por esse repertório sem falar de 'Deus do Secreto', porque é uma canção que retrata muito de muitas pessoas, mas retratou a nossa história, a nossa vida e marca a minha entrada no Ministério Sarando a Terra Ferida. Então, realmente, é um divisor de águas. 'Deus do Secreto' é uma canção que, depois de a gente já ter lançado, já ter sentido tanto a presença de Deus cantando, já tinha lançado havia três anos, e aí eu vivi o Deus do secreto. Então, tem tempos, você vai entender cada canção no seu tempo. 'Deus do Secreto' é uma canção que realmente sempre vai me marcar, sempre vai falar comigo sobre um tempo que o Senhor nos deu essa graça de poder reviver as promessas dele nas nossas vidas.

Paulo Sérgio “Grande”: Cada canção marca de uma forma diferente... tem 'Seja Dourado', que foi nosso primeiro CD, a entrada do Ministério no meio musical e isso marcou bastante; 'Deus do Secreto', a mudança que teve de componentes..., mas eu lembro que uma canção que me tocou bastante na época foi 'O Poder da Fé'. A gente estava passando por um problema familiar, meu pai estava doente, e essa canção falou muito com a gente. E Deus nos deu a cura, meu pai foi curado da enfermidade. Anos depois, ele veio a falecer, mas não daquilo. Deus fez a gente experimentar, naquele momento, algo muito surpreendente.

Fran, conta para a gente. E essa voz, nasceu assim e já foi cantar ou aperfeiçoou? Como é?

Então, as pessoas dizem "você é tão pequenininha, mas a sua voz...", vai perguntar para Deus (risos)! Mas, assim, minha família sempre foi envolvida com música. Apesar de só na parte do meu pai ter músicos, mesmo, na parte da minha mãe minhas tias cantavam, mas eu não sabia que eu sabia cantar, não tinha ideia até me converter. Aceitei Jesus com 14 anos, fui para a igreja e lá eu comecei a ser tocada por esse jeito, pelo louvor. Na verdade, eu comecei na coreografia, depois que fui para o ministério de louvor. Mas não tem como, quando você sente a alegria do Espírito Santo, não tem como ficar parado, está dentro de você e você quer transmitir para que todos sintam o que você está sentindo.

Eu fui estudar, estudei três anos e meio na escola de música, fiz aula de canto, mas é Deus que vai aperfeiçoando a gente. Ele deu o dom e a gente tem o privilégio de poder estudar, então vamos estudar.

Às vezes as pessoas querem começar um ministério e acham que é só chegar e cantar. Mas para Deus tem que aperfeiçoar, tudo que é para Deus tem que ser feito com excelência.

Sim, existem pessoas que têm ouvido absoluto, existem pessoas que são, realmente, extraordinárias, que têm o dom e abrem a boca e não precisam fazer nada, não precisam nem aquecer. Mas existem pessoas que precisam se aperfeiçoar e eu fui me aperfeiçoar. E foi um marco na minha vida quando eu comecei a estudar, porque eu tinha uma visão da música e abriu totalmente a minha visão que eu tinha sobre ministério de louvor, sobre a música em si. Então não tem um bloqueio. Eu ouvi isso: "você começou a estudar, agora você perdeu a unção...", eu falei, gente, onde está a unção?

Então, você precisa entender primeiro qual é o seu chamado, entender para que Deus te chamou, te convocou, e faça com excelência. Davi fazia tudo com excelência, não era de qualquer jeito, pode ver que quando ele tocava harpa, os demônios saíam. Então, é com perfeição, com o melhor. Dê o melhor para Deus, seja limpando a igreja, seja em qualquer área, o pessoal do som, o pessoal do 'Data Show'... se você pode fazer o melhor, não negligencie nessa área, faça o melhor para Deus e vai dar tudo certo.

E os contatos? Como faz para levar o Sarando a Terra Ferida para as igrejas, para os eventos? A agenda já está aberta?

Sim. No Instagram @sarandoaterraferida tem todos os contatos, pode acessar. No Facebook é 'Sarando A Terra Ferida'. O contato é (21) 9 9534-6381.



 



Fotos: Marco Pires