Mulheres que tomaram a vacina contra a Covid-19 devem aguardar para fazer mamografia

A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama mantém seu alerta sobre os cuidados que as mulheres devem ter para realizar mamografia após receberem a vacina contra a Covid-19. Isso porque algumas pessoas podem desenvolver linfonodopatias axilares, um evento raro, que é o aumento dos linfonodos (gânglios), mas que pode ser causado por qualquer injeção ou vacina, não apenas pelos imunizantes contra a Covid-19.

A informação é confirmada pela Sociedade Brasileira de Mastologia, pela Comissão Nacional de Mamografia do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) e pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), que já divulgaram recomendações para conduta frente à linfonodopatia axilar em pacientes que receberam recentemente a vacina para Covid-19.

"Por isso, nossa recomendação é que os agendamentos de exames de mamografia em pacientes sejam realizados antes da primeira dose da vacina ou, então, duas a quatro semanas depois da aplicação da segunda dose", afirma dra. Maira Calfelli Caleffi, mastologista e presidente voluntária da Femama. "Porém, se a linfonodopatia permanecer, recomendamos a investigação, sugiro a biópsia do linfonodo para excluir a malignidade mamária ou de outra origem extramamária."

A Femama também esclarece que as vacinas contra a Covid-19 não provocam câncer de mama, ao contrário do que dizem notícias falsas que circulam na internet. "Isso não é verdade, as vacinas não provocam câncer e nem facilitam a descoberta da doença", garante a dra. Maira. "É importantíssimo que as mulheres retomem o quanto antes seus exames periódicos de mamografia e exames com o mastologista ou seu ginecologista."

Sobre a FEMAMA

A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama é uma organização sem fins econômicos que trabalha para reduzir os índices de mortalidade por câncer de mama em todo o Brasil, lutando por mais acesso a diagnóstico e tratamento ágeis e adequados. Com foco em advocacy, a instituição busca influenciar a formação de políticas públicas para defender direitos de pacientes, ao lado de mais de 70 ONGs de apoio a pacientes associadas em todo o país.

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