Áudio de acusação de suposta corrupção na compra de vacinas foi editado

O policial militar Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresentava como representante comercial da empresa Davati Medical Supply, voltou atrás depois de afirmar à CPI da Covid nessa quinta-feira (1º) que o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) o procurou com o objetivo de negociar a compra de vacinas da AstraZeneca/Oxford. 

Ele admitiu o erro ao ser questionado pelo senador Alessandro Vieira (Rede-ES). O parlamentar anunciou que o deputado Luis Miranda havia registrado em cartório suas conversas sobre compra de insumos médicos, para rebater a acusação de Dominguetti de que ele poderia estar envolvido em compras irregulares de vacinas. 

Vieira não aceitou a argumentação e pediu pela prisão do PM ao presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), por falso testemunho. O pedido foi negado.

Aziz (foto) afirmou que não via motivos para a medida e apoiou o depoente que não sustentou suas acusações. "Ele [Dominguetti] foi induzido pelo representante Cristiano Alberto Carvalho, que mandou um áudio cortado, editado, que ele exibiu aqui", comentou. 

A parcialidade da CPI da Pandemia tem sido questionada por apoiadores do governo Bolsonaro, que insistem na prestação de contas de governadores com relação às verbas do governo federal destinadas ao enfrentamento da pandemia nos estados.

“A CPI do Lula (ironia) está se mostrando um dos maiores escândalos de insegurança jurídica, parcialidade, falta de garantias individuais e desrespeito às leis na história do país! Tem método!”, tuitou o vereador Carlos Bolsonaro.

“Vaza áudio do microfone do Omar Aziz com Renan Calheiros. Ele ameaça claramente o senador Marcos Rogério. Lona de circo. Pode isso, produção? Meu amigo, reforce sua segurança, pois os inimigos estão descontrolados!”, denunciou a deputada federal Carla Zambelli nas redes sociais, publicando o vídeo em que Aziz diz que “vou pegar Marcos Rogério e quebrar ele todinho”.