CPI da Pandemia ouve PM com 37 processos judiciais que fez denúncias contra o Ministério da Saúde

Os senadores da CPI da Pandemia decidiram antecipar o depoimento do cabo da Polícia Militar de Minas Gerais Luiz Paulo Dominghetti Pereira, que afirma ter recebido pedido de propina de representante do Ministério da Saúde para conseguir vender doses da vacina AstraZeneca.

O PM presta depoimento na tarde desta quinta-feira (01). Dominguetti confirmou aos senadores que havia pressão de parlamentares e apresentou um áudio do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF).

O nome do homem citado em reportagem da F. de S. Paulo no suposto esquema de corrupção aparece em 37 processos judiciais.

Segundo a PM de MG, Dominguetti Pereira trabalha no município de Alfenas, no Sul do estado. O nome dele também aparece como "Dominghetti" em alguns documentos oficiais.

À reportagem da "Folha de S.Paulo", o policial disse ter recebido pedido de pagamento de propina em uma negociação paralela para adquirir vacinas da AstraZeneca contra a Covid, por meio da empresa Davati Medical Supply. A empresa informou que Dominguetti é um "vendedor autônomo" e negou ter convênio para venda da AstraZeneca. Em nota, a AstraZeneca afirmou que não tem um intermediário no Brasil.

De acordo com a Folha, a suposta negociação de Dominguette com representantes do Ministério da Saúde envolvia a proposta de venda de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca. Ele contou que só não fechou negócio porque não concordou em pagar propina.