Brasil caminha para sua melhor participação nos Jogos Pan-Americanos Nesta véspera de encerramento dos Jogos Pan-Americanos de Lima, a equipe brasileira está muito perto de cumprir a meta estabelecida pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) para a competição. Com 46 medalhas de ouro, 37 de prata e 59 de bronze, o Brasil ocupa o segundo lugar no quadro de medalhas, atrás somente dos Estados Unidos e praticamente se garantiu no segundo lugar geral.

A sexta-feira (09) foi recheada de medalhas, 26 para ser mais preciso. Só de ouro, foram dez: Ederson Pereira (10.000 m masculino), revezamento 4 x 100 m masculino e feminino, Marlon Zanotelli (prova de saltos do hipismo), Rafaela Silva (judô), Etiene Medeiros (50 m livre), Bruno Fratus (50 m livre), revezamento 4 x 200 m masculino), Patrícia Freitas (RS:X) e Marco Grael/Gabriel Borges (49er).

O país ainda conquistou dez pratas (atletismo, esgrima, judô, luta olímpica, remo, vela e duas na natação e no BMX). Seis bronzes (judô, karatê, luta olímpica, natação, pelota vasca e vela) completaram o dia de pódios.

A promessa é de mais medalhas neste sábado (10). Pelo menos três já estão garantidas. No basquete feminino, a equipe verde e amarela faz a decisão contra os Estados Unidos. Os norte-americanos também serão os adversários nas semifinais do tênis de mesa por equipes, tanto no masculino quanto no feminino. Como não há disputa de terceiro lugar, ao menos o bronze é garantido.

Outros atletas também geram expectativa neste sábado. No salto com vara, tem o atual campeão olímpico Thiago Braz em ação e um de seus principais adversários na briga pelo título também é brasileiro: Augusto Dutra. Na natação, o Brasil é favorito no revezamento 4 x 100m medley. E na vela, as campeãs olímpicas Martine Grael e Kahenza Kunze têm larga vantagem e estão com o ouro praticamente garantido.

Terminar com o segundo lugar no geral é algo que não acontece desde a edição de 1963, quando os Jogos vieram para São Paulo.

Outros tempos: àquela ocasião, o Brasil terminou com 14 ouros e 52 pódios. No quadro de medalhas, aliás, só Estados Unidos, Canadá, Argentina e Cuba foram registrados.

Mais de 50 anos depois, os números parecem astronômicos: 46 ouros e 142 pódios, enquanto 30 nações são representadas com ao menos um medalhista.

Os brasileiros têm agora 15 ouros de vantagem sobre o Canadá e 17 para o México. Os dois países norte-americanos dificilmente podem zerar essa diferença. A essa altura, os brasileiros brigam, mesmo, para chegar ao seu recorde de ouros pela competição: 52, também obtidos em casa, no Rio-2007.