Mulher encontrada morta ao lado do marido costumava orar com o filho

Um casal foi encontrado morto com marcas de tiros em um apartamento no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro, no fim da noite de ontem (24). A suspeita da Polícia Civil é de que Ulisses Carlos Pourchet, que era policial, matou a mulher,  Janaína Castro Souza Pourchet (44), e depois tirou a própria vida.

O filho do casal, de 12 anos, foi quem pediu ajuda. Os corpos foram levados para o IML, onde passam por perícia. Agentes já ouviram duas testemunhas: o porteiro e um morador do prédio. Familiares do casal também devem prestar depoimento.

A última postagem aberta de no Instagram, Janaína conta sobre um episódio em que o filho se passou por um colega numa festa, após ele ser grosseiro com a mãe. A publicação é de 14 de junho.

"Ele me contou que pegou o telefone do menino e que mandou a seguinte mensagem: 'desculpa pelas palavras mãe, estou esperando' e a mãe respondeu: 'te amo meu filhinho'. Mas logo depois o menino viu e escreveu: 'foi um garoto idiota aqui que mandou'".

Segundo Janaína, o episódio foi lembrado pelo menino durante a oração que os dois fizeram na noite daquele dia. "À noite quando fizemos nossa oração ele me perguntou como podia ter filhos e mães assim no mundo, sem amor. Expliquei para ele que acredito que nascemos exatamente na família que precisamos estar. Só assim evoluiremos para sermos pessoas melhores do que quando chegamos. E essa evolução só acontece pelo amor".

Ela, então, postou a frase dita pelo filho: "Mãezinha, agradeço tanto por ter você". E conclui a postagem dizendo: "Não filho. Eu que agradeço!!! Eu agradeço!!! Te amo infinito".

Casada com o irmão de Janaína, Letícia Souza disse que a cunhada era uma pessoa muito feliz e de Deus.

"Era uma pessoa feliz, alegre e de Deus. Muito boa filha e muito boa mãe, era uma pessoa de luz. Era um casamento estável e com fotos nas redes sociais, mostrando que estava tudo bem. Foi um susto. Era um casamento feliz", disse.

A investigação sobre as mortes de Janaína e Ulisses estão a cargo da Delegacia de Homicídios da Capital. A principal hipótese é de faminicídio seguido de suicídio.