Fernanda Brum fala sobre novos projetos, parcerias e carreira

São 29 anos de ministério e uma carreira de muito sucesso na música gospel. Estamos falando de Fernanda Brum, que foi a convidada do programa ‘Melodia Ao Vivo’, na Rádio Melodia FM, do dia 16 de junho. No estúdio, os locutores Debora Lyra e Edinho Lobo receberam a cantora, que ministrou alguns de seus principais louvores e conversou sobre a vida e a carreira.

Entre os assuntos, Fernanda falou sobre os novos projetos, as parcerias com outros grandes nomes da música gospel, sua trajetória e os desafios impostos pela pandemia: “a missão não para”.

Confira:

Conta para a gente alguma novidade, algum projeto pronto para executar nesse ano de 2021.

Fernanda Brum:
Gente, eu estou com tantos projetos lindos, mas não vou dar spoiler geral não. Mas o que já vai sair agora, que eu já gravei, já rodei e vai executar... eu acabei de fazer um evento maravilhoso chamado 'Fernanda Brum Reunion' com o 'Quatro Por Um', com músicas que vocês vão chorar, eu tenho certeza, com convidados maravilhosos. Eu estava com o Wesley também cantando comigo, Fernandinho - esse aí um spoiler maravilhoso para se dar na Melodia, porque vocês vão tocar aqui, vão chorar com a gente e já vai começar. Concomitantemente, nós temos o EP 'Do Éden ao Éden' que a gente já está gravando agora o videoclipe, aguardem... tem participação da Eyshila nesse EP.

Então, são dois projetos simultâneos e que têm dentro de si muita memória emocional, muita gente boa, muita gente minha. Eu sou mulher de alianças de muitos anos, eu gosto muito de caminhar muitos anos com as pessoas, então eu vou estar com pessoas que eu me sinto muito em casa, com amigos que fizeram parte da minha história. Eu acho que vocês todos lembram um pouquinho de cada canção.

Tanto nesse 'Fernanda Brum Reunion' como também no 'Do Éden ao Éden', que foi todo escrito em cima do livro de Apocalipse, vocês vão amar, com a conotação de adoração, não escatológica dos finais dos tempos, para as pessoas não terem medo. Para quem é salvo, Apocalipse não dá medo, mas para quem não é salvo ainda em Cristo, é desespero. Mas o 'Do Éden ao Éden' é baseado em todas as cartas, no tempo em que João esteve preso e que ele viu o céu, que ele viu os anjos, aquela coisa bem "Fernanda Brum", sabe, que fala de tudo aquilo que é da eternidade, podem esperar por isso. E é congregacional apesar de ser de estúdio.

A palavra da moda dessa pandemia é 'reinvenção'. Como foi a Fernanda Brum se reinventando. Qual foi o atalho que você pegou para isso?

Eu acredito que eu comecei a me reinventar antes da pandemia. São coisas que só acontecem a missionários, profetas e pessoas que estão ligadas de alguma maneira, pura misericórdia. Antes da pandemia eu comecei a me reinventar quando eu fechei o estúdio, a gente começou a igreja nova, que é o 'Profetizando às Nações', aliás todos estão convidados aos nossos cultos aos domingos, são quatro, a gente não cabe mais lá, campanha do terreno.

Teve que parar de viajar para o exterior?

De certa forma, a pandemia trouxe isso, a pandemia foi algo que me pegou de surpresa para parar de viajar para o exterior, mas não me impede de cantar para nações, hoje, através de todas as nossas rádios, YouTube e redes sociais, e isso tem sido muito bom. Eu sou do tempo do LP, venho desde a fita cassete, para todas as transformações em 29 anos de convertida e de ministério, porque eu já comecei crente, já fui gravando, então acredito que essa reinvenção de poder falar com o mundo todo através de idiomas diferentes - eu já tenho três CDs em espanhol e agora pretendo também cantar em outras línguas - é algo que me aquece o coração, apesar da tristeza do que temos passado no mundo inteiro.

A missão não para. O missionário é o seguinte: pensam que enterraram a gente, mas nós somos sementes. A gente brota novamente, se reinventa e continua pregando Evangelho.

Fernanda, ao longo desses 29 anos de ministério, como você avalia toda essa caminhada ? Tem alguma coisa que você olhe para trás e diga que não faria de novo?

Sim. Talvez, eu não fizesse tantas agendas quanto eu fiz quando eu tive os meus bebês. O primeiro bebê, que foi o Isaac, ele viajou muito comigo, e a segunda foi a Laura - eu pedi quatro bebês no intervalo de cada um, dois antes do Isaac e dois depois do Isaac - e talvez eu fosse me cuidar um pouco mais, porque chega a conta... chega a conta no físico, chega a conta na família. chega a conta. Então, talvez eu fosse um pouco mais responsável com a minha agenda.

Quando a gente é muito jovem, a gente aguenta tudo, fica sem dormir..., mas talvez eu fizesse um pouco menos de eventos do que eu fiz para a minha saúde ser sempre resguardada. Mas eu acredito muito no poder de Deus e acredito que eu vou morrer bem velhinha cantando, se Jesus não voltar antes.

Esse seria um dos conselhos para quem está começando o ministério agora?

Sim! Pega leve. Não faça uma agenda por fazer, faça por propósito. Às vezes, eu tinha que fazer a agenda, pois tinha que pagar uma conta da própria equipe, dos músicos. Não vou culpar os músicos por isso, eles tinham uma vida também, podiam cantar com outras pessoas, não era por minha causa. E olha que nós tínhamos toda uma equipe de interseção, sempre tivemos, e os lugares que a gente aceitava o convite eu sempre tinha um mapa espiritual a respeito da cidade para saber o que eu tinha que ministrar. Eu não ia sem propósito, mas, às vezes, quando eu chegava para desmarcar alguma coisa, algum lugar que eu não sentia de Deus de ir, já estava marcado e eu tinha que ir.

Então, essas coisas que foram feitas dessa maneira me gastaram muito mais. Então, hoje eu sou uma pessoa que faz agendas por propósitos muito maiores do que necessariamente por um convite. Se eu vou na sua igreja, eu vou porque eu quero mesmo, porque Deus falou comigo o quê, porque Deus me revelou por quê. Nunca foi diferente, mas algumas agendas eu não deveria ter feito.

Vamos falar um pouquinho da música 'O Que a Tua Glória Fez Comigo'?

Essa é uma canção que foi gerada em Jerusalém por um grupo muito interessante, um grupo que fez muita diferença em mim e na minha vida pessoal, que é o 'Voz de Muitas Águas', e o Duda, que é o autor dessa canção, fez a música como um espontâneo, buscando a Deus no quarto. Eu a ouvi em Brasília, na igreja do pastor Fadi Faraj, e quando a ouvi eu falei "gente, eu conheço esse avivamento, esse avivamento foi o que me trouxe para Jesus há 20 anos e eu quero viver isso novamente". E eu fiz contato com eles, eles foram muito generosos também, me deixaram gravar, depois eu descobri que várias pessoas já tinham gravado essa canção e eu estava completamente fora dessa informação.

Mas quando eu assisti à igreja do pastor Fadi cantando lá em Brasília, eu fui para o chão na hora. Eu falei "gente, isso tem um gostinho de comunidade da Vila da Penha, com começo do primeiro amor, com canções que mudaram a nossa história". E eles me autorizaram a gravar, tem sido uma música que eu falo que se eu soubesse o que era mergulhar na mirra ardente, eu tinha pensado melhor, mas Deus tem feito uma obra linda na minha vida e tenho certeza que, através dessa canção, na vida de muitas pessoas também.

Fernanda, como você percebeu que a música era exatamente aquilo que você gostaria de fazer? No início você teve dúvidas?

Eu nunca tive dúvida sobre a música, porque tudo o que eu fazia tinha música. Meu pai sempre foi músico e a minha mãe me deu uma guitarra Fender, eu tinha uns 13 ou 12 anos de idade, e me deu um Tremendão daqueles, uma caixa daquelas enormes, e eu já tocava violão em casa, tocava aquele órgão de dois andares, desde os sete anos de idade eu tinha esse meu relacionamento com música, com acordeão, com instrumentos. Meu pai dirigia o coral na igreja, além de ser policial ele também era pastor, então eu tinha que assistir a todos os ensaios.

Então, a música para mim é como se fosse um braço ou uma perna, não existe não ter música em mim. Eu fazia outras coisas, mas dentro de todas as coisas que eu fazia tinha música, então eu acredito que eu já nasci musical, eu já nasci com esse dom. Eu acho que eu cantei antes de falar, também, pelas minhas memórias - quando a gente vai fazer terapia e vai lembrar das memórias mais antigas, tem música sempre.

Eu agradeço muito ao meu pai e à minha mãe que sempre olharam a música como algo muito sério. Meu pai sempre foi aquela coisa de "respeita o instrumento, o tempo está na cabeça, não marca com o pé"... eu agradeço demais a ambos. Minha mãe tocava clarineta na escola, então cantava com meu pai, abria vozes e eu nunca via minha casa sem música. Nasci no berço da música.

Agora vamos falar do assunto do momento, que são os feats. Tem algum que você fez que queira comentar? Vem novidade por aí?

Sim, eu dei esse spoiler naquela hora, que eu fiz agora há pouco tempo um feat com a Eyshila, que a gente estava há muito tempo sem gravar, mas nós fizemos uma canção que fala também da nossa vida, que vai sair no 'Do Éden ao Éden'. Eu fiz um feat também com o Wesley Santos, com o Fernandinho também, eu estou cheia de feat.

Tem alguém com que você queira fazer, que ainda está na mente?

Sim, já convidei, já aceitaram, a culpa é toda minha, porque como eu já estava produzindo muita coisa ao mesmo tempo e eles também... falta o meu feat com a Aline Barros, já está combinado, nós vamos até compor juntas, fazer alguma coisa bem diferente, ela também achou maravilhosa a ideia, amo a voz da Aline, a gente se conhece desde menina... somos meninas ainda; Leonardo Gonçalves também já aceitou fazer um feat; Damares, já nos falamos inbox, eu já sei até a música que eu quero cantar com ela, não sei se ela vai curtir, mas eu vou mandar para ela "que tal essa?". Se ela topar, vai ser, se não, a gente vai escolher uma outra.

O que você ouve em casa, no carro, quando está viajando... Qual som que você curte?

Eu ouço muita coisa, mas agora fiquei numa saia justa. Watermark é uma banda norte-americana que eu nunca mais achei nada para comprar deles, mas eu amo, é uma banda que marcou minha história. É um casal que tinha uma banda, tipo o 'Quatro Por Um', só que era um casal, e eles têm músicas que durante toda minha carreira me fizeram continuar. Então, para não arrumar uma briga com ninguém agora, eu ouço muita gente, eu ouço de tudo, eu ouço todos os estilos, eu ouço todos os timbres de voz, então eu sou muito eclética. Mas vamos escolher Watermark que vai ficar no lugar comum. Kirk Franklin também é uma grande influência para mim, todas as cantoras norte-americanas, também. Agora, no Brasil, vou escolher uma para vocês: vou escolher a Rose Nascimento, que não perdeu o pódio do meu coração.

Você pode passar contatos e redes sociais?

Os contatos são as redes sociais. Na verdade, o meu Instagram que é o que mais funciona para contatos e convites, que é o @brumfernanda. Cuidado com os fakes, é o que tem 3,9 milhões de seguidores. Vamos no que existe de verdade. Deixa seu recadinho lá, ou eu ou a Rebeca vamos retornar o seu convite.