Bispos católicos avançam para negar comunhão a Biden por suas políticas pró-aborto Os bispos católicos dos EUA votaram de forma esmagadora a favor de avançar nos esforços para negar a comunhão ao presidente Joe Biden, numa retaliação sobre seu apoio ao aborto.

Apesar de uma advertência do Vaticano, 73% dos bispos aprovaram essa medida para negar a Sagrada Comunhão a Biden e outros políticos pró-escolha.
O clamor sobre a posição do presidente norte-americano está novamente revelando profunda divisão dentro da igreja. 

Pouco depois do anúncio da votação, um repórter perguntou se ele estava preocupado com a cisão na Igreja Católica e como ele se sentia pessoalmente a respeito. 

"É um assunto privado e não acho que vá acontecer", disse Biden.

A política da Igreja Católica diz que qualquer paroquiano em "boa posição" pode receber a comunhão na missa. 

Mas o debate está crescendo sobre os defensores políticos dos direitos ao aborto e se eles ainda se qualificam para a comunhão.

Na última semana, aconteceu na Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos. Embora a fé de Biden seja celebrada por sua igreja em DC, o Papa Francisco e muitos meios de comunicação, sua posição liberal sobre o aborto está criando uma divisão cada vez maior entre os católicos. 

Durante uma coletiva de imprensa no Capitólio na quinta-feira (17), a presidente democrata da Câmara, Nancy Pelosi, se esquivou da pergunta de um repórter sobre se um bebê por nascer de 15 semanas constitui um ser humano.

“Sou mãe de cinco filhos em seis anos. Acho que tenho alguma posição quanto a respeito ao direito de escolha da mulher”, respondeu Pelosi.

Desde que assumiu o cargo, Biden tem buscado regras que protejam os nascituros, incluindo a Política da Cidade do México que proibia fundos do contribuinte para abortos no exterior. Ele se opôs anteriormente aos esforços para acabar com essa política.

Biden também mudou sua posição sobre a Emenda Hyde que bloqueia o financiamento federal para serviços de aborto.

Nos anos 90, ele votou contra os fundos federais para o aborto pelo menos 50 vezes.

O arcebispo Joseph Naumann, presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, está entre aqueles que temem que o presidente esteja deliberadamente tentando confundir os fiéis. 

"Os americanos deram a ele muito poder e autoridade. Um poder que ele não tem é definir o que significa ser católico", disse Naumann recentemente.