Ministério Público pede arquivamento de acusação de estupro contra Neymar O Ministério Público de São Paulo pediu nesta quinta-feira (08) o arquivamento da investigação sobre o jogador Neymar pelo suposto estupro de uma modelo, em maio passado, ao considerar que carece de provas suficientes contra o atleta.

"Decidimos pelo arquivamento do processo", indicou a promotora Flavia Merlini. "Isso não implica em absolvição do acusado", acrescentou a promotora, explicando que o inquérito "pode ser reaberto a qualquer momento" desde que haja novas diligências e surjam novas provas.

O MP seguiu o parecer da polícia, embora a decisão final de arquivar uma causa caiba a um juiz.

O atacante do Paris Saint-Germain foi acusado por Najila Trindade Mendes de Sousa de tê-la estuprado em um hotel de Paris, no dia 15 de maio. Já o jogador se declara inocente e garante que foi uma relação consentida, usada depois para tentar extorqui-lo.

"O que acontece em quatro paredes não é possível saber, tem a palavra dela e contra a dele, e as provas não foram suficientes para indiciamento", acrescentou Merlini.

No dia 30 de julho, a polícia de São Paulo concluiu que não existem indícios suficientes para acusar o jogador, que foi interrogado em uma delegacia da cidade no dia 13 de junho.

Neymar enfrenta outro inquérito por crime virtual, por divulgar imagens e conversas íntimas com a mulher, em uma tentativa de provar publicamente sua inocência.

No começo desta semana, a revista Veja publicou a informação de que Najila Trindade trabalhava como garota de programa em um spa da cidade de São Paulo, atendendo pelo nome de Thayla. E, por conta disso, ela teria sumido com seu celular, sem entregá-lo à polícia.

Diante dessa notícia, o advogado de Najila , Cosme Araújo, resolveu explicar a situação e contou em entrevista ao programa Balanço Geral , da TV Record, que conversou com ela sobre isso.

"Eu não reputei relevantes, porque eu não tinha conversado com minha cliente sobre essas indagações. Contudo, ao conversar com ela, ela negou. Mas eu não procurei me aprofundar sobre essa questão simplesmente porque reputo como irrelevante para a discussão no caso sobre a investigação", disse.