Pesquisadora demitida após dizer que é contra mudança de sexo ganha ação na justiça

A pesquisadora britânica Maya Forstater, demitida após dizer que “sexo é um fato biológico imutável”, ganhou uma ação na Justiça do Reino Unido que declara suas crenças protegidas pelo ‘Ato de Igualdade’. Essa legislação trata, entre outros temas, da liberdade religiosa e de expressão.

O caso remonta ao ano de 2018, quando Maya compartilhou sua opinião em uma série de tweets nos quais afirmava ser contra a mudança de sexo:

“O que eu acredito é que o sexo é um fato biológico imutável. Existem dois sexos, masculino e feminino. Homens e meninos são masculinos. Mulheres e meninas são femininas. É impossível mudar de sexo. Esses eram, até pouco tempo, fatos básicos da vida entendidos por quase todo mundo” – afirmou a pesquisadora na época.

As declarações, no entanto, não foram bem recebidas por seus colegas de trabalho do Centro para o Desenvolvimento Global (CDG), organização sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos que dispensou Maya ao fim de seu contrato, em 2019. A pesquisadora, então, entrou com uma ação legal para tentar reverter o caso.

Após decisão contrária ainda em 2019, a Suprema Corte do Reino Unido concedeu, nesta semana, uma decisão favorável à Maya, o que abre portas para que o caso da pesquisadora seja reavaliado por um tribunal trabalhista, que pode determinar se ela foi discriminada quando perdeu seu emprego.

“Eu estou feliz por ter sido legitimada” – declarou Maya. “Eu perdi meu emprego simplesmente por expressar uma visão que é verdadeira e importante, além de ser compartilhada pela grande maioria das pessoas no país (Reino Unido): sexo importa. Depois desse julgamento, empregadores que ignoram sexo e silenciam mulheres que se contrapõem a essa visão vão precisar reconsiderar se não estão agindo fora da lei.”