Senador Flávio Bolsonaro comemora nas redes sociais morte do maior miliciano do Rio

O senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, comemorou nas redes sociais a operação da Polícia Civil que resultou, no sábado (12), na morte do miliciano Wellington da Silva Braga, o Ecko. No Twitter, ele parabenizou os policiais "pela eliminação" de Ecko. Acrescentou ainda que o miliciano "nunca foi policial e era o mais procurado do país".

"Todo respeito e apoio incondicional aos verdadeiros policiais do Rio e de todo Brasil", afirmou. Ecko chegou de madrugada na casa da sua mulher, na Comunidade das Três Pontes, no bairro de Paciência, zona oeste do Rio, para comemorar o Dia dos Namorados. A residência foi, então, cercada por policiais, que haviam passado a madrugada escondidos à sua espera.

O miliciano morreu a caminho do Hospital Miguel Couto, na zona sul da cidade. Ele recebeu um segundo tiro dentro de uma van da polícia, porque teria tentado pegar a pistola de uma policial.

Assim como Flávio Bolsonaro, o secretário da Polícia Civil, Allan Turnowski, enfatizou que o grupo de policiais civis responsáveis pela operação "é do bem".

"Vocês policiais civis recuperaram junto comigo o sentimento de pertencimento, de orgulho de ser policial civil. Hoje, a gente está sendo aplaudido por uma sociedade que sabe do lado que a gente está: do lado do bem", disse o secretário dirigindo-se à equipe.

Na casa onde o miliciano foi preso, foi encontrado um fuzil e um colete com a inscrição 'Capitão Braga', sobrenome do miliciano. O diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), Felipe Curi, informou ter conhecimento de policiais envolvidos com o "Bonde do Ecko". "Já temos alguns policiais identificados. Temos muitas provas contra essas pessoas, que serão presas", afirmou.

Quem era Ecko

Wellington da Silva Braga, o Ecko, assumiu o comando da maior milícia do Rio, após a morte de seu irmão, Carlos Alexandre Braga, o Carlinhos Três Pontes, ocorrida em abril de 2017, durante uma ação da Polícia Civil em Paciência, na Zona Oeste. Sua ascensão provocou um racha na quadrilha, dando início a uma guerra pelo controle no grupo, que resultou nas mortes de pelo menos dez pessoas em dois meses. A escolha do novo chefe, usuário de drogas e apontado como um homem violento, desagradou os integrantes do bando, na ocasião com forte atuação em Campo Grande, Paciência e Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, além de Seropédica e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O miliciano era um dos criminosos mais procurados do país