Dia do Pastor: vocação para a eternidade  O segundo domingo de junho foi instituído pela Convenção Batista Brasileira, há alguns anos, como o Dia do Pastor. Outras denominações rendem homenagens aos seus pastores em datas distintas. Mas o propósito é o mesmo. Ao contrário de outras datas do calendário cristão como o Natal e a Páscoa, esta felizmente ainda não é uma data marcada pelo consumismo, mas tão somente pelo reconhecimento por parte das igrejas do trabalho dedicado de seus obreiros. Entende-se por reconhecimento não a entrega de presentes, mas o respeito e honra que estes obreiros e obreiras vocacionados para este ministério merecem.

Alguns até costumam presentear seus pastores, mas certamente o que irá agradar a Deus é a resposta pronta e alegre de cada pessoa à palavra pregada, à orientação ministrada, aos desafios, à fidelidade e ao cumprimento da missão.

Hoje no Brasil, pastor é uma profissão. Mas antes de tudo é ministério de Deus. Pastores e pastoras recebem o chamado do Senhor e são capacitados em escolas teológicas ao labor prático nas igrejas.

O Ministério Pastoral lida com valores eternos e apresenta resultados que vão além do tempo físico. Aquelas pessoas conduzidas a Jesus Cristo ou cujo ministério contribuiu para o seu crescimento, começam a viver a nova vida no momento presente e assim seguem até a eternidade. A verdadeira obra pastoral, edificada sobre a Rocha que é Jesus Cristo, é eterna. Um dos maiores legados, se não o maior.

A vocação pastoral é uma dádiva que requer muitas responsabilidades.

“...a quem muito foi confiado, muito mais será pedido.” (Lucas 12.48b)

O Ministério Pastoral envolve enorme responsabilidade, diante de Deus, diante da Igreja e diante da sociedade em geral, que espera que os pastores sem exemplos como cristãos. Pastores não podem se deixar deslumbrar pelas glórias do mundo, pela riqueza material ou pela fama. Pastor não é celebridade. O bom pastor tão somente deve cumprir sua missão, na certeza de que, ao fim de seu ministério, poderá dizer: “combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé”. Missão esta que é conduzir pessoas ao Salvador, pois pastores foram chamados a ser pescadores de gente.

Num mundo que zomba da pureza e dos valores espirituais e morais, o ministério pastoral requer santidade de vida e compromisso em, não só ganhar vidas para Cristo, mas fazer com que elas cresçam na graça, amadureçam no conhecimento do Senhor e deem frutos.
Que o amor e a compaixão de Deus sigam levantando novos ministros da palavra, pescadores de alma.