Especial Dia dos Namorados: histórias de namoro à distância abençoadas por Deus

“Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito. Que a paz de Cristo seja o juiz em seus corações, visto que vocês foram chamados a viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos. Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seus corações. Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus.” (Colossenses 3.14-17) 

A Palavra de Deus tem orientação para tudo e para todos. E esta passagem bíblica pode ser perfeitamente apropriada aos casais que neste sábado, 12 de junho, comemoram o Dia dos Namorados. Há algum tempo, principalmente com o boom da internet, na década de 1990, os relacionamentos à distância passaram a ser mais comuns. Surgiram sites de namoro, aplicativos que facilitavam a união de pessoas que moravam em cidades e até mesmo em países diferentes. Namorar à distância passou a ser uma opção e até mesmo um novo estilo de vida. Mas em pleno século 21 o namoro à distância virou uma necessidade. A pandemia do coronavírus acabou afastando até mesmo pessoas do mesmo bairro. 

Como manter um namoro em tempos de pandemia? Segundo a doutora Eni Peniche, Psicóloga, especialista em Medicina Psicossomática e Neurociência do Estresse, pessoas racionais têm maior facilidade em lidar com este tipo de relacionamento. Eu ouvi três histórias incríveis que atestam que é possível ter sucesso em um relacionamento à distância.

Léa Mendonça

A cantora Léa Mendonça lembrou o relacionamento de sua tia Lenice Correia Ribeiro, que morava em Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro.

“Minha tia se casou com Adolphito Santiago em Los Angeles, nos Estados Unidos. Eles se conheceram porque meu tio João Canhedo, militar da Marinha do Brasil, foi enviado aos EUA para fazer um curso de seis meses. Nesse período, ele passou a frequentar a Congregação Cristã de lá”, conta. “O jovem Adolphito foi enviado pelo ancião da congregação (pastor) para buscar o meu tio. Nasceu ali uma linda amizade. Com saudades da família, meu tio sempre olhava o álbum de fotografias, quando certo dia Adolphito viu na foto a minha tia Lenice, cunhada do meu tio”, revela.

Rapidamente Adolphito perguntou se poderia ficar com a foto e se comunicar com Lenice por telefone. João Canhedo pediu o consentimento da cunhada e decidiu ajudar o amigo americano. 

“Foi coisa de Deus. Lenice estava meio deprimida com o fim de um namoro. Mas lembrava-se de uma profecia dita por uma irmã em Cristo: ‘O seu esposo não está aqui. Você vai atravessar mares e montanhas pra se encontrar do outro lado.’ Toda a família ficou perplexa!”, revela Léa Mendonça.

Mas como isso tudo iria acontecer era a questão. Os olhos humanos não viam possibilidade. Na época não tinha internet e ela sequer tinha recursos financeiros para uma viagem aos EUA.

“Minha tia preferiu esperar no Senhor e pensou: ‘Se for de Deus, Ele vai preparar tudo como prometeu.’ Que coisa linda”, prossegue.

O tempo foi passando, Lenice e Adolphito passaram a se comunicar, trocar fotos e correspondências até que o grande dia chegou.

“Ele a pediu em casamento e mandou uma aliança. E por telefone ele colocou a aliança no dedo dele e ela colocou no dedo dela”, conta.

Adolphito veio ao Brasil para conhecer sua amada e marcaram a data do casamento. Tudo isso aconteceu em menos de seis meses. Eles já estão há 30 anos juntos e têm dois filhos e seis netos.

“Adolphito e Lenice vivem para a obra do Senhor. Aliás, sempre viveram para Deus. Um casal unido por um propósito em Cristo”, conclui.

Ouça a história completa aqui, na voz da Léa Mendonça, a partir de 2’10”.

Raony e Juliane Farsura

Já o namoro do cantor Raony Farsura com a Juliane teve alguns desencontros, mas a internet e a promoção do celular ajudaram bastante. Mas eles reconhecem que a união foi mesmo coisa de Deus.

Os dois são do interior do Rio de Janeiro e foram apresentados após uma ministração em uma igreja. Trocaram contato, na época MSN, e logo na primeira conversa Raony chamou Juliane para comer uma pizza, mas a moça recusou o convite. Seu pai é um homem bastante rígido e não permitia que a filha saísse com quem ele não conhecesse.

“Eu achei que fosse um fora. Como a gente não pode comer uma pizza?!”, conta Raony.

“Nisso a gente foi perdendo o contato. Poucas vezes nos falamos porque ele já estava estudando fora (Juiz de Fora/MG) e cada um tinha uma rotina”, revela Juliane.

Raony é da cidade de Carmo/RJ, mas foi fazer Direito em uma universidade de Juiz de Fora/MG, enquanto Juliane seguia morando em Além Paraíba/RJ.  O tempo passou e certo dia a jovem decidiu fazer uma “limpeza” no Facebook, que é a exclusão de pessoas com quem não mantinha contato. Ela iria excluir o cantor, mas antes decidiu mandar uma mensagem. O rápido retorno dele, apesar de não lembrar mais de como havia conhecido a moça, foi determinante para que Juliane passasse a dedicar mais horas de conversa com o rapaz; além do novo visual adotado por Raony, que deixou de lado o cabelo grande e loiro por um corte mais moderno e cor natural. Sem contar os músculos que ganhou na academia.

“Você vê como eu consegui chamar a atenção dela. Toda mudança é importante para as fases da vida”, brinca o músico.

Os dois vinham de relacionamentos que não um tanto quanto traumáticos, não queriam muito saber de um novo namoro. Mas acabaram se permitindo.

“Eu passei por muitos desertos na vida sentimental, como a Juliane também, mas foram aprendizados para que chegássemos ao momento em que estamos hoje”, comenta Raony.

Apesar da distância, dos desencontros e da rigidez do pai de Juliane, os dois começaram a namorar. Foi na semana em que tiveram seu primeiro encontro.

Raony foi se despedir da amada na rodoviária de Juiz de Fora, onde ela havia ido visitar uma tia, e de repente decidiu comprar uma aliança de compromisso.  Ele parou o ônibus para entrar e trocarem alianças.

Hoje os dois são casados e têm uma filha linda, a Yasmin, de 3 anos.

Ouça a história nas vozes de Raony e Juliane aqui, a partir de 08’55”.

Determinação

O que faz um casal ser mais determinado que outro e, consequentemente, obter sucesso no relacionamento, tem a vem com a identidade de cada um, como garante a doutora Eni Peniche.



“A determinação está ligada à formação de uma identidade da pessoa, autoestima, autoconhecimento, que é um processo de autoaceitação e autogestão. E também tem muito a ver com uma cultura familiar, porque tudo isso é um aprendizado”, comenta a Psicóloga (ouça a doutora Eni Peniche aqui a partir de 38’26”).

“Felicidade não tem nada a ver com estados emocionais. O propósito de vida é algo intencional, voluntário e consciente. É isso que torna a pessoa mais segura e sabendo o que quer”, deu a dica Eni Peniche.

Évilin Bastin

E foi exatamente quando soube o que queria que a Publicitária e Teóloga Évilin Bastin decidiu por um fim à vida de solteira e aos namoros sem sucesso.

 Ela ganhou da irmã uma assinatura em um site de namoro, com todo o apoio do próprio pai. Mas Évilin, que morava no Rio de Janeiro, acabou conhecendo um jovem de outro país. Ela passou a conversar com o Benjamin, dos Estados Unidos, mas achava que o relacionamento não passaria de uma amizade pela internet. 

“Sempre conversávamos pelo Skype e nos tornamos muito bons amigos. E ele sempre terminava o papo dizendo assim: ‘Que horas amanhã?’. Então eu sentia que havia um interesse a mais, embora eu ficasse mais na minha”, comenta Évilin.

Com o tempo, ela passou também a ter esse interesse a mais e foram 6 meses de longas conversas. E as perguntas começaram a mudar, um queria saber dos planos do outro em termos de família. Até que certo dia Benjamin perguntou à Évilin se ela queria casar com ele, sem ao menos se conhecerem pessoalmente, tampouco namorar. No entanto, ela estava com viagem marcada para Índia. Évilin era missionária e ficaria 3 anos no país asiático. Ele teve a chance de desistir, mas persistiu.

“Eu contei que ficaria 3 anos fora e que entenderia se ele não quisesse nada sério comigo... Eu havia firmado o compromisso com Deus de ir para a Índia e queria ir”, revela.

Ela foi para a Índia e continuo falando com o amado todos os dias via internet. No retorno ao Brasil, passados alguns meses, Benjamin finalmente veio conhecer Évilin e sua família com a certeza do que queria: casar! E assim foi. Eles se casaram e hoje vivem nos Estados Unidos.

“Foi difícil? Foi! Havia momentos que parecia que não iria dar certo e algumas pessoas pediam para tomar cuidado com a internet. Mas eu senti muita firmeza nele. E a minha mãe disse que sentiu a mesma paz que sentiu quando conheceu o meu cunhado. Meu pai também gostou muito do Benjamin. Então, as coisas foram se confirmando”, conclui.

Ouça aqui a história completa na voz da Évilin Bastin a partir de 25’50”.

As conversas entre Évilin e Benjamin podem ter sido alicerces para a construção de uma vida a dois. O amadurecimento necessário, apontado pela doutora Eni Peniche como mais importante que beijos e abraços. Para ela, ser maduro e ser inteiro, completo.

“Você não depende do outro para viver. Você escolhe estar com ele porque ele te faz bem. Isso é muito importante, porque se não você irá cobrar para aquela pessoa que está distante, a razão de viver dela. E isso não é justo, porque desde o princípio a pessoa escolheu se relacionar à distância”, comenta doutora Eni Peniche.