Religião pagã cresce na Islândia A fé Ásatrú celebra a mitologia nórdica antiga e seu panteão de divindades moralmente ambíguas - deuses como Odin, Thor e Loki - que teriam chegado à Islândia durante a Era Viking, quando a ilha foi colonizada por noruegueses em busca de novas pastagens. Essas divindades foram adoradas até o ano 1000, quando, sob pressão da influente coroa norueguesa, o país abandonou o paganismo e adotou o cristianismo.

Mas em 1972, um grupo de artistas liderados pelo falecido criador de ovelhas e poeta Sveinbjörn Beinteinsson estabeleceu a Associação Ásatrú e no ano seguinte pressionou com sucesso o governo da Islândia para reconhecê-la como uma religião oficial.

O grupo raramente entra na política, mas fez exceções, principalmente na campanha pelo casamento entre pessoas do mesmo sexo (legal na Islândia desde 2010) e contra uma série de barragens hidroelétricas, que foram construídas apesar das preocupações sobre seu impacto no meio ambiente.

Defenderam também um projeto da Associação de Florestas da Islândia para reflorestar partes do país, onde 3 milhões de árvores estão sendo plantadas anualmente principalmente para o bem da natureza, mas também, potencialmente, para a produção de madeira.

Algumas das árvores mais antigas do programa serão usadas para fazer um telhado para o novo templo da Associação Ásatrú, que atualmente está sendo construído nos arredores de Reykjavik. Será o primeiro edifício feito de madeira islandesa.

O castelo será o primeiro templo pagão a ser construído na Islândia por quase mil anos, e será usado principalmente para realizar casamentos, funerais e cerimônias de nomeação - eventos que são atualmente conduzidos ao ar livre. O prédio, que fica abaixo do nível do solo, é parcialmente escavado na rocha, simbolizando uma jornada ao submundo.

O projeto foi parcialmente financiado pelos contribuintes da Islândia. O governo da ilha cobra um imposto religioso, que é então distribuído aos grupos oficiais (daí o motivo de o reconhecimento ser tão importante).

A construção do templo tem sido assolada por atrasos, mas seus idealizadores esperam que, quando terminar - talvez este ano -, atraia não apenas moradores locais, mas também turistas, que demonstram crescente interesse pela fé de Ásatrú.