Loja revolta consumidores após promoção com código de vendedora morta em tiroteio

Uma homenagem feita pela marca Farm à funcionária Kathlen Romeu, de 24 anos, que estava grávida e foi morta nesta terça-feira, 8, com um tiro de fuzil, no Rio de Janeiro, gerou polêmica nas redes sociais. O grupo anunciou que reverteria as comissões de vendas feitas no código da vendedora à família dela.

“A partir de hoje, toda a venda feita no código de Kathlen – E957 – terá sua comissão revertida em apoio para sua família. Reforçando que nós também vamos apoiá-la de forma independente e paralela”, dizia o trecho da promoção, que em pouco tempo viralizou nas redes sociais e fez com que a marca fosse acusada de “lucrar” com a morte da jovem. 

Em nota, a Farm também afirma que ainda não tem informações sobre o velório e enterro de Kathlen, diz que uma homenagem será feita na fachada da loja na qual a vítima trabalhava e que oferecerá suporte psicológico aos funcionários que precisarem. 

“Sabemos que nada que fizermos poderá trazer Kath de volta, mas nos comprometemos a acelerar ainda mais nossos processos de inclusão e equidade racial para transformar as cruéis estatísticas que levam vidas jovens negras como a de Kath a cada 23 minutos no nosso país”, escreveu.

Kathlen não foi vítima de racismo, mas de bala perdida durante um confronto entre traficantes e policiais no Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio, onde ela havia ido visitar familiares.