A morte em Jesus

A morte em Jesus não é um fim, nem tampouco um começo; a morte é um piscar. Fecha-se os olhos e, ao abri-los, sente-se pela primeira vez, completo! Nossa vida é formada por partes. É em parte.





Temos partes de alegrias, partes de paz, partes de momentos bons; partes de conhecimento, partes de profecias, até Deus, temos em partes. Mas quando abrirmos os olhos após a morte, seremos completamente completos: “porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado.”.





Por isso não há estranhamento ao se olhar ao redor, reconhece-se de imediato as ruas de ouro... e no meio delas há um rio, o rio que desce diretamente do trono do Rei; então os que se achegam com todas as suas cicatrizes, marcas e estigmas; imundices, trapos e lágrimas, são lavados.





Ao olhar para baixo você não vê sombra, porque a Luz está em todos os lugares. Ele pergunta “por que choras? A quem procuras?”. Você procura a voz, de onde vem? E por mais que nunca tenha ouvido aquela voz que lhe chama, ela é inconfundível, inigualável.





Ela é o Amor. Ele chama seu nome, você o reconhece e se lembra de quando Ele disse: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.”. Ele chama mais uma vez, você responde “Raboni”, se vira, e o vê. Ele é lindo! Ele sorri, até que o sorriso se torna um riso, uma gostosa gargalhada; Ele te abraça, e sem que ninguém mais ouça diz: eu estava te esperando, meu filho! “Vinde, bendito de meu Pai! Entrai na posse do Reino que te está preparado desde a fundação do mundo.”.





Mas nada disso é surpreendente, não é? Ele já nos tinha dito tudo isso. Acho que a gente que às vezes é perturbado demais para ouvir. “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde estou, estejais vós também.”.





Se não fosse assim, Ele teria dito; mas é assim, justamente porque foi Ele quem disse. A morte não é o fim da vida, não a morte em Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá”.





A morte não é o começo da vida eterna, não a morte em Jesus: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”. A morte é um piscar; fecham-se os olhos e, ao abri-los: “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus.”.





Hoje vemos tudo embaçado; e por mais que saibamos que os desígnios de Deus são maiores que nós e nossas compreensões, que sua mente é insondável, seus caminhos inescrutáveis: “porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas”; ainda assim é embaçado: “porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.”





Este amor perdurará. Este amor aqui está, porque Ele é o Amor. Então sim, “o Senhor o deu e o Senhor o tomou”, mas “quem nos separará do amor de Cristo? Porque estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.”.





Por isso a conclusão só pode ser uma: “bendito seja o nome do Senhor! A Ele, pois, a glória eternamente. Amém!”.





Referências: (1Co 13:9-10; Jo 20:15, 10:27-28; Mt 25:34-35; Jo 14:1-3, 11:25, 17:3; At 7:56; Rm 11:33-36; 1Co 13:12-13; Jó 1:21; Rm 8:35, 38-39; Jó 1:21; Rm 11:32)



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