Lei Henry Borel torna prioridade investigação de mortes de crianças e adolescentes A investigação para crimes hediondos que resultem na morte de crianças e adolescentes passará a ser prioridade, no estado do Rio de Janeiro. É o que determina a lei 9.286/21, do deputado Rodrigo Amorim (PSL). A norma foi sancionada pelo governador Claudio Castro e publicada no Diário Oficial dessa quinta-feira (27).

Os procedimentos investigatórios deverão ser identificados através de etiqueta com os termos “Prioridade - Vítima Criança ou Adolescente”. A lei também prevê que o Ministério Público dê prioridade na apuração de inquéritos policiais de crimes relacionados ao abuso, tortura, maus tratos, exploração sexual, tráfico e outras formas de violação de direitos de crianças e adolescentes. A norma deverá ser regulamentada pelo Executivo.

“Essa medida é para trazer às vítimas, aos seus familiares e à sociedade como um todo uma resposta mais célere do poder público quanto à solução desses casos e quanto ao controle da criminalidade”, justificou o deputado Rodrigo Amorim, que incluiu, através de emenda, um artigo nomeando a medida como “Lei Henry Borel” - em homenagem ao menino de quatro anos que, segundo inquérito da Polícia Civil, teria sido morto pela mãe e o padrasto, indiciados por homicídio duplamente qualificado.

Henry Borel, de 4 anos, morreu no dia 8 de março, com hemorragia e edemas no corpo. De acordo com a Polícia Civil, a mãe dele, Monique Medeiros, e o padrasto do menino, vereador Dr. Jairinho, são responsáveis pela morte de Henry. Os dois foram indiciados por homicídio duplamente qualificado por emprego de tortura e incapacidade.