Superlua pode ser observada no Brasil agora pela manhã

A noite de terça-feira (25) encantou o mundo com a chamada Superlua, nome dado ao satélite natural quando alcança seu ponto de maior proximidade com a Terra. O evento astronômico foi ainda mais interessante em algumas localidades, porque veio acompanhado do eclipse lunar que ocorreu a partir das 5h47 desta quarta-feira (26), no horário de Brasília.

De acordo com a Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa), o eclipse foi total no oeste dos Estados Unidos e do Canadá, em todo o México e na maior parte da América Central e do Equador, bem como no oeste do Peru e no sul do Chile e da Argentina.

Também pôde ser visto em sua totalidade no leste da Austrália e da Nova Zelândia e nas ilhas do Pacífico, incluindo o Havaí. No Brasil, o eclipse será penumbral ou parcial, muito difícil de ser observado porque começará no momento em que a Superlua já estará se pondo no horizonte.

“Quando a Lua entra na penumbra, temos um eclipse penumbral, quando entra em parte da umbra, temos um eclipse parcial e, quando entra totalmente na umbra, temos o eclipse total, quando a Lua fica ainda mais linda e avermelhada”, explicou a astrônoma e pesquisadora do Observatório Nacional Josina Nascimento.

Segundo Josina, o melhor ponto de visão do eclipse no Brasil é na parte a oeste do país, onde, por algum momento, ele será parcial. “Quanto mais a oeste, melhor será visto. No eclipse penumbral, não conseguimos perceber a diminuição da luminosidade da Lua a olho nu”, acrescentou.

De acordo com Josina, eclipses não são eventos astronômicos tão raros. “Tivemos um, inclusive recente, em 2019. O eclipse da Lua ocorre de uma a três vezes por ano, e todo eclipse da Lua ocorre em lua cheia, e a lua cheia de perigeu ocorre de 1 a 4 vezes por ano”. Segundo a Nasa, o último eclipse lunar ocorrido durante uma Superlua ocorreu há seis anos.

No Brasil

No início da manhã desta quarta-feira (26), começou no Brasil a fase inicial de um eclipse lunar total – quando Sol, Terra e Lua se alinham e nosso planeta faz sombra sobre o satélite. A fase total, no entanto, ficou mais difícil de assistir devido à luminosidade e por causa do próprio curso do fenômeno.

O eclipse começou às 6h47, no horário de Brasília. A fase da umbra – quando a sombra do Sol começa a ser observada na Lua –, teve início às 7h44. Às 8h11, o satélite fica na fase total máxima, até as 8h25: 14 minutos. A fase parcial segue até às 9h52 e tudo termina às 10h49.





(Foto principal: Marcello Casal Jr./Agência Brasil  | Galeria de imagens: Divulgação/Nasa)


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