Radicais islâmicos são suspeitos de matar 15 cristãos durante batismo em Burkina Faso

Um grupo de extremistas islâmicos é suspeito do assassinato de 15 cristãos durante um batismo na província de Oudalan, em Burkina Faso, país africano. As informações são do observatório de perseguição a cristãos ‘International Christian Concern’.

 “As pessoas estão chocadas e fugindo”, afirmou Moha Agraz, cidadão de Oudalan. Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque da úlitma sexta-feira (21), porém as suspeitas nascem do aumento do número de atos violentos ligados à al-Qaeda e ao Estado Islâmico no Oeste Africano em 2021. Extremistas efetuaram diversos ataques contra civis – em muitos casos, cristãos, líderes religiosos, e em locais de culto. Mais de 50 pessoas foram mortas nessa região do continente em múltiplos ataques no mês de abril, com as ocorrências seguindo em maio.

Burkina Faso é uma das nações africanas que mais são apontadas como vulneráveis ao terrorismo e à perseguição a cristãos, de acordo com o ‘Premier Christian News’:

“Igrejas no Norte de Burkina Faso estão sendo deixadas para trás enquanto cristãos fogem com medo da escalada de violência por parte de grupos extremistas armados. Mais de um milhão de pessoas estão desalojadas no país, no que a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) considera ‘uma das crises humanitárias em maior crescimento no mundo’”.

Defensores da Liberdade religiosa se mostram cada vez mais preocupados pelo crescimento das taxas de violência operada pelo Estado Islâmico na África Ocidental (EIAO), pelo Boko Haram e pela al-Qaeda.