Rio volta a vacinar profissionais da Educação na próxima semana

Prestes a completar a vacinação dos grupos prioritários de pessoas com comorbidades e com deficiência permanente e de profissionais de saúde e envolvidos no combate à pandemia, a Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu retomar na próxima semana o calendário para os trabalhadores da educação pública e privada. Outros quatro grupos de grande vulnerabilidade contemplados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) também terão as datas antecipadas. Já no dia 31 de maio, a imunização contra a Covid-19 será aberta para a população em geral, seguindo o escalonamento etário. VEJA AQUI O CRONOGRAMA COMPLETO.

Até ontem (20/05), 1.896.481 pessoas haviam tomado a primeira dose da vacina contra a Covid-19 no Rio, representando 28,1% da população carioca. Desse total, 880.280 completaram o esquema vacinal, recebendo também a segunda dose do imunizante. Um dos primeiros grupos prioritários convocados na campanha de vacinação, os idosos residentes na cidade já alcançam 97,3% de cobertura da primeira dose.

– Ainda há pessoas que não tomaram a segunda dose dentro do prazo. Estamos realizando busca ativa por elas, mas fica o pedido: se conhece alguém que tenha tomado a primeira dose e não tenha retornado para a segunda na data indicada, peça que ela vá ao posto de vacinação onde tomou a D1 o quanto antes – alertou o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, durante a divulgação do 20º Boletim Epidemiológico, nesta sexta-feira (21/05), no Centro de Operações Rio (COR).

As cinco categorias que terão sua vacinação antecipada, a partir da próxima segunda-feira (24/05), serão os trabalhadores da educação das redes pública e privada entre 49 e 45 anos (escalonado uma idade por dia, por ordem decrescente), pessoas com doenças crônicas neurológicas, população em situação de rua, população privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade. Com essa inclusão, o município contempla os 20 principais grupos indicados pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19.

– Todos nós queremos ser vacinados. O Brasil tem um número altíssimo de pessoas querendo se vacinar. É importante reforçar que sempre trabalhamos muito para que os profissionais da educação tivessem prioridade. E é isso que estamos fazendo no Rio – ressaltou o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha.

A secretária municipal de Assistência Social, Laura Carneiro, falou sobre a expectativa de vacinação da população em situação de rua.

– Vamos vacinar as pessoas em situação de rua por meio das instituições de acolhimento, escritórios de rua e consultório na rua da SMS, até que este público seja completamente atendido. São 7.272 pessoas nessa situação, segundo o censo realizado em 2020.

Até 29 de maio, quando será concluído o calendário dos grupos prioritários, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) espera alcançar a marca de 30% de toda a população do Rio vacinada com pelo menos a D1. A partir de 31 de maio, a ampliação da campanha de vacinação avança para a população em geral, seguindo escalonamento por idade. A expectativa é de que, em cinco meses, até 23 de outubro, 90% dos cariocas com 18 anos ou mais estejam vacinados com a D1 contra a Covid-19. O cronograma completo, que está disponível em coronavirus.rio/vacina, foi planejado de acordo com a previsão de envio de vacinas divulgada pelo Ministério da Saúde. A manutenção do calendário de vacinação na cidade está condicionada ao cumprimento deste cronograma.

Além do avanço do calendário etário, a repescagem para as pessoas dos grupos prioritários que faltaram à dose 1 no dia destinado à sua idade está acontecendo diariamente, até o final de maio. Já o cidadão que perdeu a data da D2 deve ir o mais brevemente possível à mesma unidade de saúde onde tomou a dose 1, para completar o esquema vacinal. A SMS disponibiliza mais de 260 pontos de vacinação em toda a cidade, funcionando de segunda-feira a sábado. A lista desses pontos, o calendário de vacinação e mais informações sobre grupos prioritários, documentos, etc. estão disponíveis em coronavirus.rio/vacina e nas redes sociais da SMS.

Cenário epidemiológico

O 20º Boletim Epidemiológico apresentado nesta sexta apontou que, assim como na semana anterior, todas as 33 regiões administrativas do município apresentam risco alto para a transmissão da Covid-19, considerando as internações e óbitos. Os números de casos, óbitos e atendimentos de síndromes gripal e respiratória aguda grave (SRAG) da pandemia também mantêm tendência de queda, como tem sido acompanhado nos boletins anteriores.

Desde março de 2020, o município do Rio soma 310.670 casos de Covid-19, com 25.737 óbitos. Somente em 2021 são 107.554 casos e 7.217 mortes. A taxa de letalidade deste ano está em 6,7%, e a de mortalidade, em 108,3 a cada 100 mil habitantes. A incidência da doença é de 1.614,6/100 mil.

Na última semana, 68 novos casos de variantes do vírus foram identificados na cidade, sendo 41 moradores locais. Desde a identificação do primeiro caso de novas cepas, são 458 casos no município, sendo 373 residentes. São 363 casos da variante brasileira (P.1) e dez da britânica (B.1.1.7). Dos moradores infectados por essas cepas, 28 faleceram, 13 permanecem internados e 332 já são considerados curados. Dos não moradores do Rio infectados pelas variantes, 24 vieram de Manaus, sete de Rondônia e 54 de outros municípios.

– Estamos acompanhando o caso da cepa indiana com o nosso sistema de vigilância em alerta. Ainda não aconteceu no Rio, e a transmissão é local, então é bem possível controlar. O Ministério da Saúde está investigando e tomando as medidas cabíveis. Seguimos acompanhando com atenção – explicou Soranz.



 



(Foto: Ricardo Cassiano/Prefeitura do Rio)